Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para renovar parte do Congresso, e uma das forças por trás da disputa é o dinheiro de Elon Musk. Segundo o Blog do Nill Junior, um levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) estima em cerca de US$ 483 milhões o total que o empresário destinou a candidatos republicanos no ciclo eleitoral de 2026. O valor coloca o bilionário entre os maiores financiadores políticos da história recente do país.
O montante importa porque a eleição define quem controla a Câmara dos Representantes e o Senado na segunda metade do mandato de Donald Trump. É o Congresso que aprova ou barra projetos do governo, vota o orçamento federal e fiscaliza o Executivo. Hoje, os republicanos têm maioria nas duas Casas, e os democratas tentam conquistar cadeiras suficientes para assumir o comando de ambas.
Antes do novo levantamento, os registros da Comissão Eleitoral Federal, disponíveis até 29 de outubro, já apontavam pelo menos US$ 445,7 milhões em contribuições de Musk. A maior fatia, de acordo com a publicação, ficou com o America PAC, principal braço de atuação do empresário na disputa. O comitê recebeu perto de US$ 216 milhões e participa de 43 corridas para a Câmara e o Senado.
Os PACs, como são chamados os comitês de ação política, não fazem parte das campanhas oficiais. Eles bancam por conta própria anúncios na TV, publicidade na internet, mensagens a eleitores e ações para estimular o comparecimento às urnas, a favor ou contra determinados candidatos. Musk também repassou recursos a outros grupos republicanos, como o Senate Leadership Fund, voltado às disputas pelo Senado.
O Texas aparece entre as prioridades. No estado, o republicano Ken Paxton enfrenta o democrata James Talarico por uma vaga no Senado, e o America PAC já aplicou mais de US$ 33 milhões em ações de apoio a Paxton. A campanha de Talarico acusa Musk de usar o poder financeiro para tentar influenciar o resultado, enquanto representantes republicanos defendem os aportes como parte da estratégia de mobilização de eleitores.
Além do dinheiro, o empresário usa o X, rede social da qual é dono, para criticar candidatos democratas e ampliar o alcance de conteúdos políticos. A presença pública, porém, ficou mais discreta do que em 2024, quando Musk participou de eventos ao lado de Trump na corrida presidencial.
O volume de recursos reacende o debate sobre o peso das grandes fortunas no processo eleitoral norte-americano. As contribuições estão registradas nos órgãos oficiais, mas o efeito real nas urnas só poderá ser medido depois da apuração, que começa logo após o encerramento da votação.
Quer acompanhar esta e outras notícias? Fale com a Rede Você pelo WhatsApp (81) 98105-7502.

