O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros, a Selic, segue em patamar muito alto e que o país precisa criar condições para uma queda sustentável. A declaração foi dada em coletiva à imprensa, um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a taxa em 13,75% ao ano.
De acordo com o Banco Central, o Copom decidiu pela manutenção na 282ª reunião, em 4 de novembro de 2026. Segundo o ministro, o nível atual pesa sobre a economia como um todo.
“É uma taxa de juros bastante alta, muito ruim para economia, para todos os setores, mesmo o setor financeiro, o setor produtivo”, disse Durigan. Ele afirmou que o governo precisa adotar as medidas necessárias para que a redução aconteça de forma sustentável e estrutural.
Segundo o ministro, o esforço do governo é dar as condições corretas e os estímulos adequados para que a taxa diminua. Durigan explicou ainda que o governo continuará trabalhando para fechar as contas públicas com superávit, com os ajustes necessários.
“A gente nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres”, declarou. De acordo com ele, os ajustes serão graduais e incluem o corte de privilégios, a retomada de revisões de benefícios e a revisão de gasto primário. Para o ministro, essas medidas dão as condições para que o orçamento seja superavitário.
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