Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 479 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante a Operação Resgate VI, realizada ao longo do mês de agosto em diferentes regiões do Brasil.
Entre as vítimas estavam 13 crianças e adolescentes e 66 trabalhadores migrantes de países como Argentina, Bolívia, Venezuela, Senegal e Guiné-Bissau. Ao todo, foram realizadas 231 ações de fiscalização.
A maior parte dos resgates ocorreu no meio rural, com 292 trabalhadores. Também foram identificadas situações de exploração na construção civil e em atividades agrícolas, incluindo cultivos de café, cebola e batata-inglesa.
A Região Sudeste concentrou o maior número de trabalhadores resgatados, com 267 casos. Minas Gerais registrou 208 resgates. As fiscalizações também alcançaram atividades urbanas e o trabalho doméstico.
Durante as ações, foram encontradas situações envolvendo alojamentos precários, falta de condições adequadas de higiene e segurança, ausência de equipamentos de proteção e outras violações trabalhistas.
Os empregadores foram obrigados a interromper as irregularidades, formalizar os vínculos trabalhistas e quitar os valores devidos aos trabalhadores. As verbas trabalhistas e rescisórias ultrapassaram R$ 1,4 milhão.
Os trabalhadores resgatados também tiveram acesso ao seguro-desemprego especial, pago em seis parcelas de um salário mínimo.
A operação contou com a participação do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e Polícia Federal, além do Ministério do Trabalho e Emprego.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego.

