Um possível Super El Niño deve aumentar o risco de eventos climáticos extremos no Brasil nos próximos meses. O fenômeno, associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país.

De acordo com projeções recentes, há 81% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. O cenário preocupa especialistas devido ao potencial de ampliar a ocorrência de chuvas intensas, tempestades, enchentes e outros fenômenos severos.
A Região Sul aparece entre as áreas que exigem maior atenção. A previsão indica possibilidade de chuva acima da média, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, aumentando o risco de alagamentos, inundações e deslizamentos. Também existe possibilidade de episódios de vendavais, granizo, microexplosões atmosféricas e tornados.
Os efeitos do fenômeno, porém, não devem ser iguais em todo o território nacional. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para julho, agosto e setembro aponta tendência de chuvas acima da média em áreas do Sul e volumes abaixo da média em parte do centro-norte do país. As temperaturas também podem permanecer acima da média no segundo semestre, favorecendo ondas de calor e aumentando o risco de incêndios florestais.
O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial, provocando mudanças na circulação atmosférica e, consequentemente, nos padrões de chuva e temperatura. A intensidade prevista para 2026/2027 coloca autoridades e especialistas em alerta para a possibilidade de novos episódios de extremos climáticos.
Fonte: G1/Fantástico, Inmet e órgãos federais.

