Os seis candidatos ao Governo da Bahia nas eleições de 2026 apresentaram planos de governo à Justiça Eleitoral. Os documentos reúnem propostas para áreas como educação, saúde, segurança pública, emprego, infraestrutura, desenvolvimento econômico e políticas sociais, mas apresentam diferentes níveis de detalhamento. Abaixo estão alguns dos principais pontos previstos nos programas de cada candidatura.
JERÔNIMO RODRIGUES (PT)
O plano do atual governador Jerônimo Rodrigues prevê a ampliação do ensino em tempo integral, expansão de creches e educação infantil, requalificação da rede estadual, ações de alfabetização, recomposição da aprendizagem e fortalecimento da educação profissional e tecnológica. Também propõe novos campi das universidades estaduais e articulação para ampliar instituições federais no interior.
ACM NETO (UNIÃO)
O plano de ACM Neto prevê medidas em diferentes áreas. Na educação, estão propostas a recomposição das aprendizagens, ampliação de creches, expansão do ensino integral e profissionalizante, implantação de iniciativas de conectividade e uso de tecnologia nas escolas, além do programa Bahia Escola Inclusiva.
Na segurança pública, o programa propõe a criação da Governadoria da Segurança, integração das forças policiais, expansão de reconhecimento facial, videomonitoramento e drones, bloqueio de sinais de celular em presídios e construção de unidades de segurança máxima para isolamento de lideranças de facções. Também prevê concursos e modernização das estruturas policiais.
Na área de emprego, estão previstas a requalificação de distritos industriais, criação ou estudo de Zonas de Industrialização do Interior, programas de qualificação profissional, estímulo ao primeiro emprego, apoio a micro e pequenas empresas e iniciativas relacionadas a empregos verdes e inovação.
Na saúde, o plano inclui uma nova Central de Regulação, o programa “PIX Saúde”, o “Corujão da Saúde” e mudanças no Planserv. Na infraestrutura e no saneamento, prevê atração de investimentos privados, concessões e parcerias público-privadas.
ARIEL CAPISTRANO (DC)
O programa de Ariel Capistrano apresenta propostas voltadas à ampliação dos efetivos das polícias Civil, Militar e Técnica, investimentos em inteligência e tecnologia, expansão do videomonitoramento, criação de delegacias especializadas e centros regionais de perícia. Também prevê reforço do policiamento urbano e rural, convênios com municípios e ações contra o tráfico e o crime organizado.
Na educação, estão previstas a expansão do ensino profissionalizante, implantação de escolas cívico-militares, incentivo ao ensino técnico e científico, valorização dos professores e modernização da infraestrutura escolar.
Para emprego e desenvolvimento econômico, o plano propõe incentivos à instalação de empresas, apoio à indústria, comércio e serviços, interiorização do desenvolvimento, redução da burocracia para abertura de negócios, qualificação profissional e estímulo à economia criativa. Também prevê ampliação do crédito rural, apoio a pequenos produtores e agricultura familiar.
AROLDO FELIX (UP)
Aroldo Felix apresenta entre suas propostas para a educação a destinação de 10% do PIB baiano para a área, contratação de profissionais para escolas e universidades, realização de concursos públicos e valorização salarial dos professores. O plano também prevê equiparar os salários do governador e dos deputados estaduais aos dos professores da rede pública.
Na segurança pública, o programa propõe a desmilitarização das polícias, formação dos agentes em direitos humanos, utilização de câmeras corporais por policiais e medidas para reduzir a letalidade policial. Também prevê ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e fortalecimento de estruturas de acolhimento para vítimas de violência.
Na área trabalhista, o plano apresenta propostas como aumento de 100% do salário mínimo e criação de um salário mínimo baiano, fim da escala 6×1, redução da jornada semanal para 36 horas, concursos públicos e efetivação de trabalhadores contratados pelo Reda.
Na segurança, o programa prevê o fortalecimento do Bahia pela Paz, ampliação das ações de inteligência, combate às organizações criminosas, integração entre forças de segurança, expansão de câmeras corporais e videomonitoramento, além de modernização das unidades policiais e do sistema penitenciário.
Na geração de emprego e desenvolvimento, estão previstas medidas de interiorização industrial, apoio a pequenos negócios, ampliação de crédito pelo Desenbahia, qualificação profissional nos 27 Territórios de Identidade, fortalecimento da economia solidária e programas voltados a trabalhadores autônomos e do campo.
Na saúde, o plano inclui regionalização dos serviços, novas unidades básicas, hospitais e maternidades, expansão das policlínicas e ampliação do atendimento especializado.
MARIA BONA (PCO)
O programa apresentado pela candidatura de Maria Bona segue as diretrizes nacionais do PCO e apresenta propostas diferentes do formato tradicional de planos administrativos estaduais. O próprio programa afirma que a candidatura utiliza a eleição também para apresentar reivindicações políticas e sociais.
Na educação, o programa defende aumento dos recursos destinados ao ensino público, livre ingresso nas universidades, eleição direta para diretores, participação da comunidade escolar na gestão, piso salarial nacional dos professores de pelo menos R$ 8,5 mil e jornada docente de 30 horas semanais. Também propõe a estatização do ensino pago.
Na segurança, o documento defende a dissolução das polícias militares, o reconhecimento do direito de autodefesa dos trabalhadores e a formação de comitês de autodefesa.
Nas propostas econômicas e trabalhistas, o programa defende reajustes salariais, redução da jornada de trabalho, revogação da reforma trabalhista, fortalecimento dos serviços públicos, concursos e políticas nacionais de emprego e renda.
RONALDO MANSUR (PSOL)
O plano de Ronaldo Mansur propõe, na educação, ampliação de creches, inclusive noturnas, universalização da educação básica, atenção às escolas do campo, quilombolas e indígenas, expansão da educação profissional e aumento das vagas no ensino superior. Também prevê participação da comunidade na escolha de diretores e na definição das políticas escolares.
Na segurança pública, o programa propõe um modelo baseado em direitos humanos e prevenção, com investimento em educação, saúde, trabalho, renda, moradia e lazer. Também defende maior prioridade para investigação e inteligência, desmilitarização das polícias, câmeras corporais, controle externo das atividades policiais e mudanças no sistema penitenciário.
Na área de emprego e renda, estão previstas políticas de contratação de trabalhadores locais em obras públicas, criação e revitalização de zonas comerciais e industriais, apoio à economia solidária, crédito para cooperativas e empreendimentos sociais, além de medidas de proteção a trabalhadores autônomos, domésticos e de outras categorias.
Na saúde, o plano prevê participação social na gestão, fortalecimento da atenção básica e mudanças na administração de serviços públicos. Na área de saneamento, o programa defende a manutenção da Embasa como empresa estatal e se posiciona contra a privatização de serviços públicos estratégicos.
As propostas acima representam o conteúdo apresentado pelas próprias candidaturas em seus programas de governo registrados para as eleições de 2026. A existência de uma proposta não significa que ela tenha sido implementada ou que sua execução esteja garantida.
Fonte: Planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

