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Jailson Lira recebe Título de Cidadão Petrolinense em cerimônia marcada por homenagens e reconhecimento

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Na noite de quinta-feira (30), Jailson Lira, produtor rural e presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, recebeu o Título de Cidadão Petrolinense e a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan em uma cerimônia no auditório do Sest-Senat.

A homenagem, proposta pelos vereadores Osório Siqueira e Ronaldo Canção, reconheceu a contribuição de Jailson para a fruticultura no Vale do São Francisco, especialmente nos setores de uva e manga.

O evento contou com a presença de autoridades, vereadores e representantes do setor produtivo, incluindo Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas. Durante os discursos, foram mencionados políticos históricos da região como Osvaldo Coelho e Nilo Coelho. Jailson expressou sua gratidão pela homenagem, ressaltando que o reconhecimento é compartilhado com todos os produtores rurais da região.

“Me sinto honrado com esse título, após mais de 40 anos vivendo em Petrolina. É um reconhecimento que também representa tantos que ajudam a construir essa cidade.” Destacou Jailson Lira.

A fruticultura é uma atividade econômica vital para Petrolina, com aproximadamente 3.500 a 4.000 produtores contribuindo para sua posição como um polo na produção de frutas.

Fonte: Rede Você

Muito além da papelaria: DS oferece tudo o que você precisa com atendimento que faz a diferença

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Com mais de 15 anos de atuação no mercado, a DS Papelaria reafirma seu compromisso com a excelência ao receber o certificado de qualidade em atendimento concedido pelo Instituto IPEC. O reconhecimento destaca o cuidado e a atenção com que a empresa trata cada cliente, sendo referência não apenas pela variedade de produtos, mas também pela experiência acolhedora e eficiente que oferece.

Tradicional no segmento de papelaria em Petrolina, a DS se consolidou oferecendo materiais escolares, didáticos e criativos. Mas seu diferencial vai além: a loja disponibiliza também uma linha completa de produtos para escritório, limpeza, informática, móveis corporativos, além de brinquedos e itens diversos que atendem a escolas, empresas e consumidores do dia a dia.

Com espaços organizados, equipe atenciosa e atendimento personalizado, a DS se tornou uma parceira essencial para quem busca soluções práticas e confiáveis. A conquista do selo de qualidade é fruto de uma história construída com profissionalismo, dedicação e compromisso com a satisfação dos clientes.

A DS Papelaria está presente em duas unidades em Petrolina, uma no Km 2 e outra no bairro São José sempre pronta para atender com excelência comprovada. Seja para sua casa, escola ou empresa, pode contar com a DS.

Último dia para declarar o Imposto de Renda 2025: 7 milhões ainda não enviaram

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Termina nesta sexta-feira (30) o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2025. Até a manhã do último dia, mais de 39 milhões de contribuintes já haviam declarado, restando cerca de 7 milhões para atingir a expectativa da Receita Federal de 46,2 milhões de declarações.

Especialistas alertam que, mesmo que a declaração esteja incompleta, é melhor enviá-la no prazo para evitar multas. Correções podem ser feitas posteriormente.

Quem perder o prazo estará sujeito a multa e pode ter o CPF apontado como irregular, o que pode causar restrições no nome.

Também é importante lembrar que, após o prazo, não será possível trocar o modelo da declaração (simplificada ou completa). O programa para preencher e enviar a declaração está disponível desde 13 de março.

FONTE: Portal G1

Comag-Sul: 23 municípios unidos por um modelo pioneiro de desenvolvimento regional e inclusão social

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O presidente da Comag-Sul, Dr. Bartolomeu Mendonça , compartilhou a trajetória e os avanços da autarquia que reúne atualmente 23 municípios do Agreste e Mata Sul de Pernambuco, durante entrevista no programa Perspectiva , da Rede Você. O consórcio, considerado pioneiro no Brasil, vem se consolidando como um modelo de gestão pública colaborativa, voltado à sustentabilidade, inclusão social e fortalecimento dos pequenos municípios.

A origem do consórcio remonta aos anos de 2001 e 2002, período anterior à formalização da Lei dos Consórcios Públicos (sancionada em 2005). “Foi a gênese da Comag-Sul”, explica Bartolomeu. O marco inicial se deu com a participação de Altinho e Agrestina em um edital do Ministério do Meio Ambiente que previa a instalação de aterros sanitários em municípios com mais de 15 mil habitantes na zona urbana. Nenhum dos dois municípios preenchia o critério individualmente, mas ao se consorciarem, conseguiram alcançar os requisitos e tornaram-se os primeiros do Brasil a construir um aterro sanitário em regime consorciado.

Hoje, 13 dos 23 municípios que compõem o consórcio depositam seus resíduos sólidos no aterro sanitário localizado na divisa entre Altinho e Agrestina. “Antes, esse lixo era jogado a céu aberto. Hoje, além de resolver um problema ambiental e de saúde pública, mostramos que o Nordeste sabe fazer consórcio com competência e ousadia”, afirma.

Câmara aprova urgência para projeto que amplia conceito de terrorismo e inclui facções e milícias

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (26), o regime de urgência para o Projeto de Lei 1.283/2025, que propõe a ampliação da definição de terrorismo no Brasil. Com a urgência aprovada, o texto poderá ser votado diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões temáticas da Casa.

De autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), o projeto busca modificar a Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016), incluindo ações cometidas por facções criminosas e milícias como atos terroristas. A proposta considera como terrorismo as atividades desses grupos que tenham como objetivo impor domínio territorial, provocar terror social ou generalizado e ameaçar a segurança pública. O texto também agrava as penas quando os crimes forem praticados com uso de recursos cibernéticos.

A tramitação acelerada acontece menos de um mês após os Estados Unidos solicitarem ao Brasil que passe a classificar organizações criminosas como grupos terroristas — uma diretriz alinhada a medidas adotadas anteriormente pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, que utilizou essa classificação para facilitar deportações. Essas práticas, no entanto, têm sido alvo de críticas de organizações de direitos humanos e da própria ONU.

Apesar de o governo federal ter apoiado o regime de urgência, o líder do Executivo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), ressaltou que ainda não há consenso sobre o conteúdo do projeto.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o tema da segurança pública será tratado como prioridade, reforçando que o debate será feito com diálogo e respeito à Constituição.

Parlamentares da oposição demonstraram apoio à proposta, considerando o projeto uma resposta firme à escalada da violência. O deputado Sanderson (PL-RS) destacou que a medida permitirá enquadrar como terrorismo grupos que, segundo ele, “aterrorizam o Brasil”.

Direitos e Vozes: 1ª Audiência Pública em Petrolina discute PCDs, TEA e Síndromes Raras

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Petrolina dará um passo significativo em direção à inclusão social no próximo dia 4 de junho, às 15h, com a realização da 1ª Audiência Pública Municipal sobre Pessoas com Deficiência (PCDs), Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndromes Raras. O encontro acontecerá no Auditório da 3ª Superintendência Regional da Codevasf e tem como objetivo debater políticas públicas e cobrar ações efetivas da gestão municipal voltadas à melhoria do atendimento e da qualidade de vida desses grupos.

A iniciativa é de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT) e foi aprovada por unanimidade na Câmara Municipal, com o apoio de todos os 21 parlamentares. A audiência reunirá representantes do Ministério Público, Defensorias Públicas, Tribunal de Contas, movimentos sociais e entidades da sociedade civil, além de secretários municipais de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social.

O debate surge em um contexto de grande preocupação. Um relatório recente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco classificou como “muito baixo” o nível de atendimento às pessoas com TEA em Petrolina, destacando a falta de profissionais especializados na rede de saúde e o despreparo dos educadores para lidar com as demandas específicas dessas crianças.

Segundo o vereador Gilmar Santos, é urgente que a gestão municipal promova mudanças concretas. “Em Petrolina, as pessoas com TEA, síndromes raras e deficiências enfrentam sérias barreiras. Faltam especialistas, faltam políticas públicas eficazes, e as famílias estão sobrecarregadas. É hora de transformar esse cenário”, declarou.

Além da audiência, o parlamentar também é autor da Lei nº 3.693/2024, que institui a Semana Municipal de Conscientização sobre Síndromes e Doenças Raras, a ser realizada todos os anos no mês de fevereiro. A primeira edição está prevista para acontecer em março de 2026.

A audiência pública será aberta ao público, com convite especial às famílias e pessoas diretamente afetadas pelas pautas abordadas. A expectativa é que o evento se torne um marco para a construção de políticas mais inclusivas, justas e eficazes no município.

Capim se prepara para a 52ª edição da tradicional Jecana com muita música, cultura e irreverência

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Pelo 52º ano consecutivo, o povoado de Capim, na zona rural de Petrolina, já começa a entrar no clima da tradicional Corrida de Jegues – a famosa Jecana. Em 2025, o evento promete mais uma edição memorável, com grandes atrações musicais que vão animar o público durante todo o fim de semana.

No sábado, 7 de junho, a festa será embalada pelos ritmos de Sérgio do Forró e Deinho Sales. Já no domingo, 8, quem comanda a animação é a banda Malla 100 Alça, ao lado dos cantores Arthurzinho e Túlio Duarte.

Mais do que uma competição divertida, a Jecana representa a celebração da cultura sertaneja e de um modo de vida profundamente ligado à terra, aos animais e às tradições do interior. Montados em jegues, os competidores – carinhosamente chamados de “jocs” – disputam o pódio em meio a muitas risadas e aplausos do público. A programação também inclui o irreverente concurso Jegue Fashion, que elege o jegue mais estiloso, e o prêmio para o matuto mais criativo, estimulando a participação popular e valorizando os elementos culturais locais.

Por trás da diversão, o evento também movimenta a economia da região. A previsão é que a Jecana de 2025 gere cerca de R$ 3 milhões em circulação econômica e crie aproximadamente 500 empregos diretos e indiretos. No povoado, onde vivem cerca de 200 famílias, serão montadas nove barracas com serviços de bares e restaurantes, além de 60 ambulantes cadastrados para expor e vender seus produtos.

A corrida contará com a participação de cerca de 60 competidores, vindos de diversos estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Piauí e Sergipe. A expectativa é reunir um público de mais de 20 mil pessoas, entre moradores de Petrolina e visitantes de municípios vizinhos.

A Jecana é, sem dúvida, uma festa que mistura alegria, identidade cultural e fortalecimento da economia local — um verdadeiro símbolo da criatividade e resistência do povo sertanejo.

STF avalia prisão e bloqueio de bens de Jair Bolsonaro por custear ofensiva de Eduardo contra a corte nos EUA

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O ex-presidente Jair Bolsonaro poderá ter seus bens bloqueados por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do financiamento das atividades de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos. A possibilidade está sendo considerada por ministros da Corte após declarações públicas nas quais o próprio Bolsonaro admite bancar a estadia e as ações políticas do filho no exterior. A informação foi revelada por Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S.Paulo nesta terça-feira (28).

De acordo com a reportagem, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado afirmou que Bolsonaro já utilizou R$ 8 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados anteriormente por meio de doações populares. Parte desse valor teria sido enviada a Eduardo, que se encontra nos EUA com o objetivo declarado de influenciar o governo de Donald Trump a adotar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. “Não é barato morar nos EUA”, justificou Machado ao relançar uma vaquinha virtual para ajudar o ex-presidente.

Em declaração pública, Bolsonaro confirmou o apoio financeiro ao filho: “Estou bancando as despesas dele agora. Se não fosse o PIX, eu não teria como bancar essa despesa, ele está sem salário e fazendo o seu trabalho de interlocução com autoridades no exterior. O que queremos é garantir a nossa democracia, não queremos um Judiciário parcial”, disse.

Para integrantes do STF, a fala é interpretada como uma admissão de que Bolsonaro participa do financiamento de ações que podem configurar crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito — todos sob investigação envolvendo Eduardo.

No pedido formal encaminhado ao STF para abertura de inquérito contra o deputado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou que Jair Bolsonaro seja ouvido, “dada a circunstância de ser diretamente beneficiado pela conduta descrita [os atos do filho contra o STF nos EUA] e [por] já haver declarado ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano”.

O procurador também indicou que novas medidas poderão ser adotadas conforme a evolução dos fatos. “Sem embargo de outras, até de índole cautelar, que o desenvolvimento dos acontecimentos possa recomendar”, escreveu. Segundo um magistrado ouvido pela coluna, uma dessas medidas pode ser a decretação de prisão preventiva do ex-presidente.

Nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro vem dando declarações em tom de confronto. Em entrevista ao influencer Paulo Figueiredo, ele comparou sua situação à de exilados políticos perseguidos por regimes autoritários. “Ao intimar meu pai, Alexandre de Moraes está indo para cima dos familiares dos exilados, como ocorre quando o pessoal sai de Cuba, sai da Venezuela e sai da Coreia do Norte”, afirmou.

A atuação internacional de Eduardo, no entanto, tem sido vista por autoridades brasileiras como uma tentativa de deslegitimar o Judiciário e interferir em investigações em curso. A eventual conexão financeira com seu pai, agora documentada por falas públicas, amplia o alcance das apurações e pode gerar novos desdobramentos jurídicos.

Redalçai 247

Ministra Marina Silva é alvo de ataques machistas em sessão do Senado

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Nesta terça-feira (27), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foi alvo de ataques machistas e manifestações misóginas durante uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado. As agressões partiram dos senadores Plínio Valério (PSDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM) e do presidente da comissão, Marcos Rogério (PL-RO).

As falas dos parlamentares, marcadas por grosseria e desrespeito, revelaram um comportamento carregado de preconceito de gênero, expondo a ministra a uma situação inaceitável. O episódio escancarou o ódio direcionado a Marina Silva, que tem enfrentado sistemáticos ataques por sua atuação firme na agenda ambiental.

Diante da violência verbal, Marina reagiu com firmeza e dignidade, exigindo respeito à sua posição como ministra de Estado. “Após mais uma agressão do senador Plínio Valério, lhe dei a opção de pedir desculpas, mas ele se negou. Por isso me retirei da sessão. Não posso aceitar ser agredida nem me calar quando me atribuem responsabilidades que não são minhas. A audiência pública foi transmitida ao vivo e está disponível no canal da TV Senado no YouTube”, afirmou Marina em suas redes sociais.

Um dos momentos mais revoltantes veio do presidente da comissão, senador Marcos Rogério, que em tom autoritário ordenou: “Ponha-se no seu lugar”, atitude amplamente criticada por sua conotação ofensiva e discriminatória.

O episódio levou a ministra a deixar a sala da sessão. Em resposta, o Ministério das Mulheres divulgou nota de repúdio, assinada pela ministra Márcia Lopes: “O que aconteceu com a ministra Marina Silva na Comissão de Infraestrutura do Senado é um completo absurdo. Ela foi desrespeitada e agredida como mulher e como ministra por diversos parlamentares — um deles, inclusive, já havia incitado violência contra ela anteriormente.”

As agressões provocaram uma onda de solidariedade nacional e internacional. O presidente Lula, ministros, parlamentares de diversas siglas, além de movimentos sociais e ambientais, manifestaram apoio à ministra, destacando sua trajetória e sua firmeza na condução da política ambiental. O saldo político, paradoxalmente, foi de fortalecimento da imagem e da autoridade de Marina Silva.

Raízes da hostilidade contra Marina Silva

Os ataques não são isolados. Marina Silva tem sido alvo de pressões intensas de setores do agronegócio, mineradoras, madeireiras ilegais, lobistas das petroleiras, contrabandistas de ouro e pedras preciosas, além de grileiros que atuam na Amazônia. Essa ofensiva, orquestrada por interesses econômicos, visa desestabilizar sua gestão e enfraquecer os órgãos de fiscalização ambiental, como o Ibama.

Além desses grupos, figuras públicas ligadas ao bolsonarismo, como o ex-parlamentar Aldo Rebelo, também vêm atuando na tentativa de deslegitimar as ações do ministério e de seus técnicos, sob o pretexto de promover o “desenvolvimento da Amazônia”. Na prática, tratam-se de iniciativas para perpetuar um modelo agroexportador predatório, que historicamente saqueia os recursos naturais da região.

Esse projeto retrógrado remete a períodos sombrios da história brasileira, como a exploração do ouro em Serra Pelada, o desastre do Projeto Jari, a devastação causada pela Rodovia Transamazônica e a exploração descontrolada do manganês na Serra do Navio, no Amapá. Todos esses exemplos revelam um padrão de exploração que ignora os direitos dos povos da floresta e a conservação ambiental.

Herança de luta

O ódio contra Marina vem de longa data. Desde os tempos em que, ao lado de Chico Mendes, participava dos “empates” — resistência pacífica dos seringueiros contra o desmatamento —, a ministra representa a continuidade da luta pela preservação da Amazônia e pelos direitos de seus povos tradicionais. Seu compromisso com a floresta tem raízes profundas e inegociáveis.

Na pauta da sessão do Senado estavam temas de alto impacto ambiental, como a criação de quatro unidades de conservação marinhas no Amapá, a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, o projeto de lei sobre licenciamento ambiental e a extensão da BR-319, que tem gerado intensa devastação de floresta nativa.

Durante sua fala, Marina esclareceu que a criação das unidades de conservação não impede a pesquisa de petróleo e defendeu os avanços da política ambiental do governo, como a redução do desmatamento na Amazônia e a proteção dos demais biomas. Propôs, ainda, a criação de um novo fundo internacional para remunerar proprietários que preservam áreas florestais.

Por Marina e pela Amazônia

Como brasileiro com raízes amazônicas, manifesto minha solidariedade à ministra Marina Silva. Que as entidades míticas guardiãs da floresta — o Curupira, a Matinta Perera, o Mapinguari e a Cobra Norato — estejam com ela nesta luta contra a cobiça daqueles que desprezam o povo amazônida e a vida em nome de interesses imediatistas

Milton Alves Jornalista e Sociólogo

Fazenda ameaça ampliar congelamento de emendas e cogita STF para manter alta do IOF

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Diante da crescente pressão de parlamentares e do setor empresarial contra o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Ministério da Fazenda estuda ampliar o congelamento de emendas parlamentares como estratégia para manter o decreto presidencial em vigor. O tema ganhou destaque nos bastidores de Brasília e foi revelado em reportagem publicada nesta quarta-feira (28) pelo jornal O Globo.

O governo também cogita acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o Congresso Nacional consiga derrubar o decreto que eleva o imposto sobre operações como compra de moeda estrangeira, remessas ao exterior, uso de cartão de crédito internacional e operações de crédito. Segundo o entendimento da equipe econômica, a alteração de alíquotas do IOF é uma competência exclusiva do presidente da República, não podendo ser revogada por meio de decreto legislativo do Congresso.

Desde a publicação da medida, na semana passada, já foram apresentados 20 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) por deputados e senadores com o objetivo de sustar o ato do presidente Lula. O Congresso tem prerrogativa constitucional para derrubar decretos presidenciais, desde que haja aprovação nas duas Casas, sem necessidade de sanção do Executivo.

Em resposta à ofensiva parlamentar, integrantes da Fazenda têm reforçado os impactos que a derrubada do decreto causaria nas contas públicas. Segundo cálculos da equipe econômica, o atual congelamento de R$ 31,3 bilhões em despesas — que inclui R$ 7,8 bilhões em emendas parlamentares — poderia subir para R$ 51,8 bilhões. Desse total adicional, cerca de R$ 12 bilhões recairiam diretamente sobre emendas, que são recursos orçamentários alocados por deputados e senadores para obras e serviços em suas bases eleitorais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia recuado parcialmente após críticas ao incluir, inicialmente, a taxação de remessas de fundos de investimento e aplicações diretas no exterior. A retirada desta parte da proposta provocará uma perda estimada de R$ 2 bilhões na previsão inicial de arrecadação extra, que era de aproximadamente R$ 20 bilhões com o novo IOF.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 permite que, em caso de contingenciamento, as emendas sejam represadas na mesma proporção das demais despesas discricionárias, o que legitima a ameaça de bloqueio ampliado. Técnicos da Fazenda vêm apresentando esses números aos parlamentares para tentar conter o movimento de rejeição ao decreto.

Apesar dos esforços do governo, a pressão continua a crescer. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que discutirá o tema com os líderes partidários nesta quinta-feira. Nas redes sociais, Motta criticou a medida afirmando que “o Estado não gera riqueza — consome”, e que o Brasil “não precisa de mais um imposto”, mas sim de “menos desperdício”.

Paralelamente, entidades empresariais divulgaram manifesto nesta segunda-feira pedindo ao Congresso que anule o decreto. Segundo o texto, o setor privado “recebe com preocupação” as medidas que envolvem o aumento do IOF e reforça a insatisfação com a nova carga tributária.

Fonte Redação 247