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Festival Gastronômico Valores do São Francisco convoca restaurantes para celebrar vinhos e sabores regionais

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Recife se prepara para receber mais uma edição do Festival Gastronômico Valores do São Francisco, que acontece entre os dias 20 e 24 de agosto de 2025, com uma programação voltada à valorização da enogastronomia sertaneja. A iniciativa, promovida pela Gouveia S44 Eventos em parceria com o Instituto do Vinho – VINHOVASF e o Instituto de Cultura, Gastronomia e Economia Criativa do Sertão, reúne restaurantes como Moendo na Laje do Moinho, Clarice Bistrô e Café, entre outros referências em culinária de Recife e da Região Metropolitana, em uma experiência que harmoniza os vinhos do Vale do São Francisco com ingredientes típicos da região.

Durante o festival, cada restaurante participante criará pratos exclusivos – entradas, pratos principais e, opcionalmente, sobremesas – harmonizados com rótulos produzidos em Lagoa Grande (PE). A ação promete proporcionar aos clientes uma imersão nos sabores do sertão, destacando frutas e vinhos que fazem do Vale um dos polos vitivinícolas mais promissores do país.

A abertura oficial será no Wine Day Experience, no dia 5 de agosto, no Cais do Sertão, em Recife, reunindo chefs, sommeliers, influenciadores e apaixonados por gastronomia para apresentar as criações que estarão disponíveis durante o festival.
Além de movimentar a cena gastronômica, o evento fortalece a divulgação da produção regional, aproximando o público urbano dos sabores e saberes do São Francisco.

Serviço
Festival Gastronômico Valores do São Francisco
Abertura oficial: Centro Cultural Cais do Sertão – Av. Alfredo Lisboa, s/n – Bairro do Recife – Recife/PE
Data: 5 de agosto
Horário: 16h às 20h30
Instagram: @vivalagoagrande | @vinhovasf

International Coop Semiárido reúne especialistas no Vale do São Francisco

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Pesquisadores, profissionais e lideranças das áreas de recursos hídricos, agricultura, energia renovável e desenvolvimento sustentável se encontram a partir desta quinta-feira (31) no International Coop Semiárido (ICS). O evento será realizado até 2 de agosto no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Juazeiro (BA).

A cerimônia de abertura está marcada para as 9h e contará com a presença de autoridades públicas, investidores, representantes de órgãos governamentais e lideranças do cooperativismo nacional e internacional. A programação inclui palestras, painéis, workshops e seminários com foco em tecnologia, inovação, educação e desenvolvimento sustentável para o Semiárido brasileiro.

Um dos destaques será a palestra do professor Hélio Gomes de Carvalho, doutor em Engenharia de Produção, que abordará a inovação como estratégia de crescimento sustentável para cooperativas da região. Outro nome confirmado é o cientista político Anthony Calacino, pesquisador da Universidade de Oxford, que apresentará resultados de estudos sobre a relação entre política, meio ambiente e mudanças climáticas.

O evento também contará com contribuições de instituições como Embrapa, IRPAA, UNIVASF, UNEB e UPE, que apresentarão pesquisas voltadas à realidade do Semiárido.

O ICS integra as ações brasileiras em celebração ao Ano Internacional das Cooperativas (2025), proclamado pela ONU. A iniciativa é realizada pela WEX com apoio do Sistema OCB em Pernambuco e Bahia, além do patrocínio da Unimed Vale do São Francisco e do Sicredi.

Inscrições e informações: www.ics.coop

Trump aplica tarifaço global a partir de hoje

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As atenções internacionais estão voltadas para a nova onda de tarifas anunciadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, cuja entrada em vigor ocorre neste 1º de agosto, conforme anunciado pelo próprio mandatário. “O prazo de 1º de agosto permanece firme e não será prorrogado”, afirmou Trump na véspera, selando o fim do período de carência para negociações bilaterais.

O impacto global é imediato. Apenas seis países — Reino Unido, Vietnã, Indonésia, Filipinas, Japão e a União Europeia — conseguiram firmar acordos comerciais com Washington a tempo de evitar os percentuais mais altos, garantindo tarifas entre 15% e 20%. Para os demais, o cenário é adverso: 20 nações foram notificadas de que enfrentarão taxações entre 25% e 50%, incluindo o Brasil, que passou a figurar no epicentro das hostilidades políticas e comerciais de Trump.

Segundo apurou a Prensa Latina, o Brasil foi especialmente destacado nos discursos recentes do presidente norte-americano. Nos últimos dias, Trump intensificou suas críticas ao governo Lula, numa tentativa de pressionar diretamente o presidente brasileiro a intervir no processo judicial que corre contra seu aliado político, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A retaliação veio em forma de uma carta oficial enviada a Lula, alertando que o país seria penalizado com uma tarifa de 50% sobre determinados produtos, caso o julgamento de Bolsonaro não fosse encerrado.

A pressão ultrapassou os limites comerciais. Na quarta-feira (30), o Departamento de Estado dos EUA anunciou sanções econômicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, responsável por supervisionar as investigações sobre a tentativa de golpe que tentou anular as eleições presidenciais de 2022 no Brasil. A medida sem precedentes, de cunho evidentemente político, agrava ainda mais o clima diplomático entre Brasília e Washington.

Enquanto isso, os produtos oriundos dos países signatários do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), firmado durante o primeiro mandato de Trump, permanecerão isentos das novas tarifas. Mas há exceções. A Casa Branca anunciou que, a partir desta sexta-feira, as tarifas sobre certos produtos canadenses subirão de 25% para 35%, sob o argumento de que o Canadá “não conseguiu cooperar para conter o fluxo contínuo de fentanil e outras drogas ilícitas”.

O México, por outro lado, garantiu uma trégua temporária de 90 dias após uma conversa telefônica entre Trump e a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum. Segundo comunicado oficial da líder mexicana, o acordo “busca construir um entendimento de longo prazo baseado no diálogo”.

Em paralelo, as relações com a China seguem tensas, mas ainda com abertura para o diálogo. As duas potências econômicas retomaram as negociações para prorrogar a trégua tarifária de 90 dias, acordada no final de maio em Genebra. A atual moratória expira em 12 de agosto.

Contudo, a política tarifária agressiva de Trump levanta fortes questionamentos dentro e fora dos EUA. Economistas alertam que o tarifaço poderá provocar efeitos colaterais indesejáveis, como aumento da inflação e risco de recessão. O próprio presidente norte-americano reconheceu que os americanos enfrentarão um doloroso período de “transição”, com custos elevados no curto prazo em nome de uma suposta “recuperação do equilíbrio comercial”.

Além disso, ações judiciais já começaram a ser movidas nos tribunais dos EUA para contestar a legalidade dos poderes invocados por Trump para impor unilateralmente as tarifas. As queixas partem tanto de grupos empresariais como de estados afetados economicamente, questionando a constitucionalidade das medidas adotadas sem aval do Congresso.

O novo tarifaço de Trump marca não apenas uma escalada protecionista, mas uma intensificação do uso da política comercial como ferramenta de pressão geopolítica e ideológica — com consequências que ultrapassam fronteiras e desafiam as normas do comércio internacional.

 

Pernambuco reage ao tarifaço de Trump e anuncia apoio ao Vale do São Francisco

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O Governo de Pernambuco anunciou um conjunto de medidas para proteger a economia do Estado após a decisão dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros. A medida atinge em cheio a fruticultura do Vale do São Francisco, que exporta principalmente manga e uva para o mercado americano.

O chamado “tarifaço de Trump” prevê aumento de até 50% sobre produtos brasileiros, o que deve afetar diretamente produtores da região de Petrolina e Juazeiro. Só de manga, estima-se que mais de 36 mil toneladas estejam em risco, com prejuízos que podem ultrapassar US$ 48 milhões.

Diante do cenário, a governadora Raquel Lyra se reuniu com representantes do setor e anunciou ações emergenciais:

  • Acesso facilitado a crédito para produtores e exportadores;

  • Apoio na busca por novos mercados, especialmente na Europa e na Ásia;

  • Monitoramento de impactos no emprego e possível assistência direta a trabalhadores.

A fruticultura irrigada é uma das maiores geradoras de empregos no Sertão. Segundo o governo, o momento é de unir forças com o Governo Federal e o setor produtivo para evitar demissões e manter o Vale competitivo no mercado internacional.

“O Vale do São Francisco é estratégico para Pernambuco. Vamos atuar com firmeza para proteger nossa economia e os empregos do povo sertanejo”, afirmou Raquel Lyra.

Mais detalhes sobre o plano estadual de enfrentamento ao tarifaço devem ser anunciados nos próximos dias, com foco especial nas cadeias produtivas de frutas e logística.

Pinhões realiza 16ª Feira do Bode com foco no fortalecimento da caprinovinocultura regional

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Os preparativos para a 16ª edição da tradicional Feira do Bode de Pinhões seguem em ritmo acelerado no Parque José Hugo Félix Borges, localizado no distrito de Pinhões, zona rural de Juazeiro. A partir desta sexta-feira (1º), o espaço receberá expositores, produtores rurais, artistas e visitantes de toda a região para três dias de programação voltada ao fortalecimento da caprinovinocultura local.

A estrutura do evento está sendo montada com baias para os animais, estandes de comercialização de produtos da agricultura familiar e artesanato, além de áreas de convivência, palco para shows musicais e espaços destinados a ações técnicas, atendimentos institucionais e serviços ao produtor rural. A organização busca garantir conforto e segurança ao público durante toda a programação.

Promovida pela Prefeitura de Juazeiro, através da Agência de Desenvolvimento Rural (ADR), em parceria com a Associação Comunitária dos Produtores Rurais de Pinhões (ACPRP) e a Associação de Desenvolvimento e Ação Comunitária (ADAC), a feira se consolidou como um dos eventos mais relevantes da cadeia produtiva de caprinos e ovinos no semiárido baiano.

Além das exposições e comercialização de animais, a programação inclui pratos típicos, torneios, apresentações culturais e oficinas. Destaques técnicos deste ano incluem exames de ultrassonografia para diagnóstico de gestação em pequenos ruminantes, emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ações do SEBRAE e orientações sobre crédito rural com o Banco do Nordeste (BNB), que é patrocinador do evento.

A feira conta com o apoio de instituições como UNIVASF, ADAB, Central da Caatinga, Afrupec, Codevasf, Senar, Ero e DNOCS, todas engajadas na promoção do desenvolvimento sustentável e da valorização do setor rural.

Com entrada gratuita, a expectativa dos organizadores é atrair um grande público, promovendo integração comunitária, fortalecimento da economia rural e valorização da cultura do interior baiano.

Travessa Gregório Ramos receberá 1º Encontro de Carros Antigos em homenagem ao Dia dos Pais

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Um dos pontos mais tradicionais do centro comercial de Petrolina, a Travessa Gregório Ramos se transformará em um verdadeiro túnel do tempo no próximo dia 9 de agosto. A via, conhecida por sua intensa movimentação e valor histórico-cultural, será palco do 1º Encontro de Carros Antigos da cidade, evento gratuito e aberto ao público, com início previsto para o final da tarde.

A iniciativa, que celebra o Dia dos Pais, promete reunir famílias, colecionadores, curiosos e apaixonados por automobilismo em uma atmosfera nostálgica e cheia de charme. Modelos clássicos de diversas décadas estarão em exposição, resgatando memórias afetivas e despertando a curiosidade das novas gerações.

Além da mostra, o evento busca valorizar o espaço urbano da Travessa Gregório Ramos, que por muitos anos foi referência no comércio local e continua sendo um ponto de encontro popular no coração da cidade.

A expectativa dos organizadores é atrair não apenas os moradores do centro, mas também visitantes de outras regiões da cidade e até de municípios vizinhos.

Uma dica imperdível para quem deseja reviver boas lembranças em clima familiar e ainda homenagear pais e avôs com uma experiência diferente e cheia de história.

Cultura, vinho e forró: Cezzinha é atração no Wine Day Experience

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O som contagiante do forró vai embalar o público do Wine Day Experience no próximo dia 5 de agosto, com o show do cantor e sanfoneiro Cezzinha, a partir das 19h, no Cais do Sertão, no Recife Antigo. Com repertório que passeia pelos ritmos nordestinos e celebra a autêntica cultura sertaneja, o artista promete uma apresentação envolvente em meio a um ambiente de experiências enogastronômicas exclusivas.

O Wine Day acontece das 16h às 20h30 e reúne degustações de rótulos premiados, harmonizações guiadas por sommeliers e chefs renomados, além de lançamentos de vinhos produzidos no Vale do São Francisco. O evento é um aquecimento para o Festival Valores do São Francisco, que será realizado entre os dias 20 e 24 de agosto, com a participação de 20 restaurantes selecionados em Recife.

O Festival tem como propósito valorizar os produtos, sabores e vinhos do Vale, com destaque para a cidade de Lagoa Grande (PE), reconhecida como a capital nordestina da uva e do vinho. A proposta é aproximar o público urbano da riqueza cultural e produtiva da região, através da boa mesa e da música nordestina de raiz.

Luna Jones promete muito rock pop logo mais no Iate Clube abrindo o show de Marina

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Marina Lima chega com toda sua força, poesia e atitude para comandar a Rota 69.
E quem abre essa noite especial é Luna Jones, direto de Londres, trazendo uma mistura envolvente de soul, pop e brasilidade,  um dos destaques da nova cena musical britânica.  Ela está de volta ao Brasil e escolheu Petrolina para um momento especial: a gravação do seu novo DVD e a Produtora Rede Você-DPJ, do diretor Paulo Peixinho, é a responsável para executar  este grande projeto da jovem cantora.

 O show de lançamento do DVD e do álbum ‘This Could Hurt’ acontece, logo mais,  nesse dia 01 de agosto, às 21h, no Iate Clube Petrolina, antes do show  da cantora Marina Lima.A empolgação dos fãs, em sua maioria jovens, é palpável com a chegada de Luna Jones à cidade. A expectativa é de um showzaço que promete uma mistura envolvente de Rock Pop com influências tropicais e muito indie, com uma Set List que inclui sucessos internacionais, a exemplo de Soul Mother, Shut The Lights, Self Destruct, Love Bomb, Angel,Celadon Comet e Obsessed. Tudo isso em meio a um cenário de visuais impactantes, elementos eletrônicos e batidas contemporâneas de uma banda composta por músicos ingleses.

Esta será a primeira apresentação de Luna no Vale do São Francisco. Nascida no Rio de Janeiro, a artista viveu em Portugal antes de conquistar a cena musical europeia. Hoje, radicada em Londres, Luna percorre diversos países com a turnê de lançamento do seu novo álbum, ‘This Could Hurt’, que traz uma mistura de Rock Pop, indie e influências tropicais.

No palco, a artista propõe um mergulho nas emoções humanas, explorando temas como amor, identidade e liberdade emocional. O espetáculo é marcado por uma estética contemporânea, com elementos eletrônicos, visuais impactantes e uma sonoridade envolvente.

Antes de adotar o nome artístico Luna Jones, a cantora era conhecida como Blacci. Durante o período em que morou em Portugal, alcançou notoriedade após assinar contrato com a Universal Music Group. Com singles como Vou Te Amar, Loko, Nada com Ele e Amor e Mais, se apresentou em grandes festivais como Meo Sudoeste e Nossa Lisboa, além de dividir o palco com Luísa Sonza no emblemático Capitólio, em Lisboa.

Em 2024, já com nova identidade artística, Luna assinou contrato com a gravadora Guesstimate, sediada em Berlim, para o lançamento de um álbum com oito faixas. Ela também integra o time de compositores da Warner Chappell Brasil, o que impulsionou ainda mais sua carreira internacional.

Luna se apresenta ao lado de sua banda composta por músicos britânicos e promete uma noite memorável para o público sertanejo.

Tarifaço de Trump desorganiza cadeias de suprimento globais

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As novas ordens executivas assinadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de quinta-feira (31), geraram forte repercussão entre líderes mundiais e empresários. A informação foi divulgada pelo Global Times e repercutida por veículos como CNN, BBC e Reuters. As medidas impõem aumentos expressivos de tarifas sobre dezenas de parceiros comerciais, com potencial de desorganizar cadeias globais de suprimento e elevar custos de transporte.

De acordo com a Casa Branca, os decretos elevam tarifas para 35% sobre produtos do Canadá, 50% para o Brasil, 25% para a Índia, 19% para a Tailândia e 39% para a Suíça. No caso canadense, a alíquota subiu de 25% para 35%, e o novo regime tarifário entrará em vigor em 7 de agosto. Um especialista chinês ouvido pelo Global Times advertiu que “a medida expõe empresas a disparidades significativas de custo e a uma incerteza regulatória contínua, resultando em interrupções na cadeia de suprimentos e aumento dos custos logísticos”.

No Canadá, a medida provocou reação imediata. O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, defendeu que Ottawa responda à altura. “O Canadá não deve aceitar nada menos do que o acordo certo. Agora não é hora de ceder. Precisamos manter nossa posição”, disse em publicação na rede X, defendendo tarifas de 50% sobre aço e alumínio dos EUA. Ford afirmou que o governo fará “o que for necessário para apoiar trabalhadores e empresas”, incluindo o incentivo à produção local e à diversificação de mercados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao New York Times, que as tarifas impostas por Trump “têm base política e em sensibilidades pessoais, não na economia”. Segundo ele, o Brasil estuda aplicar tarifas retaliatórias sobre exportações americanas caso Washington mantenha a decisão. “Isso não nos assusta, mas nos preocupa. Podem ter certeza de que estamos tratando o tema com a máxima seriedade. Seriedade não exige subserviência”, declarou Lula.

A Austrália também reagiu. O ministro do Comércio, Don Farrell, afirmou por meio de porta-voz que qualquer tarifa sobre produtos australianos é “injustificada e um ato de autossabotagem econômica”. Camberra pretende insistir na remoção das tarifas, com base no acordo de livre comércio com os Estados Unidos.

Trump anunciou que adiou por 90 dias o aumento das tarifas sobre o México, após acordo com a presidente Claudia Sheinbaum, para permitir mais tempo na tentativa de fechar um acordo bilateral. Enquanto isso, a Nova Zelândia aguarda a definição das novas taxas, que, segundo o ministro do Comércio Todd McClay, devem ter uma base mínima de 15%. “É um momento de ansiedade para nossos exportadores”, disse à rádio local omny.fm.

Com o novo tarifaço, Trump utiliza novamente a pressão comercial como instrumento de negociação, buscando forçar países a aceitarem acordos bilaterais mais favoráveis a Washington, em um movimento que ameaça expandir a guerra tarifária e fragmentar ainda mais o comércio global.

O Impacto Devastador do Tarifaço de 50% na Fruticultura do Vale do São Francisco

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O Vale do São Francisco, uma região de vital importância para a fruticultura brasileira, enfrenta um cenário de incerteza e apreensão. A recente imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações de frutas para os Estados Unidos ameaça desestabilizar um setor que é pilar da economia local e fonte de milhares de empregos.

Já na quarta-feira (30/7), o presidente Donald Trump assinou o decreto que impõe tarifa de 50% ao Brasil, mas com várias exceções, incluindo aeronaves, suco de laranja e petróleo. As frutas, porém, não foram beneficiadas.

Pequenos produtores que abastecem o mercado nacional e outros países já veem suas mangas encalharem e o preço desabar — como a produção que ia aos EUA já está sendo redirecionada, o mercado de manga começa a superlotar do produto. Mesmo antes de a tarifa entrar em vigor, o Vale do São Francisco, principal região produtora e exportadora da fruta no país, já sente os efeitos da guerra comercial — e não só entre os produtores que exportam diretamente aos EUA.

A região é responsável por uma parcela significativa das frutas exportadas pelo país, com destaque para a manga e a uva. Solos profundos e bem drenados, combinados com a irrigação, permitem até 2,5 safras anuais, garantindo uma produção contínua e de alta qualidade .

Das mangas produzidas no Vale de São Francisco, 92% vão para exportação, segundo o Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), que representa o setor.   A manga, em particular, continua a liderar as exportações, com um volume de 266 mil toneladas em 2023 .Em 2024, o Brasil exportou 258 mil toneladas de manga, faturando US$ 349,8 milhões (R$ 1,95 bilhão), segundo dados reunidos pelo Observatório da Manga da Embrapa. Isso faz da manga a fruta brasileira mais vendida no mundo.

A fruticultura irrigada não apenas impulsiona a economia local, mas também atrai investimentos e gera desenvolvimento . O eixo Petrolina-Juazeiro, em particular, é o maior polo de fruticultura do Brasil, com a uva de mesa e a manga liderando a produção e exportação .

Mas a produção com foco na manga exportada aos EUA é mais cara e concentrada em três meses do ano, justamente a partir de agora.

Os americanos costumam comprar mangas de vários países conforme a sazonalidade da colheita. A janela brasileira é em agosto, setembro e outubro.

Para vender aos EUA, os produtores precisam plantar principalmente a manga do tipo tommy, a preferida dos americanos.

Além disso, precisam passar por uma série de inspeções e certificações exigidas, especialmente sobre a presença da mosca-da-fruta nas plantações, e serem mergulhadas num tanque a 60 graus Celsius para eliminar larvas. Na prática, é mais caro produzir para eles.

“Ou seja, fica difícil o produtor mandar essa fruta para outros mercados. Além disso, o volume nesta época para os EUA é muito grande e já está causando baixa nos preços no mercado interno e em outros países”, diz Jailson Lira, presidente do SPR.

O produtor Eduardo Nakahara avalia que, se mantidas, as tarifas terão grande impacto em toda a economia da região do Vale do São Francisco, uma das regiões mais prósperas do sertão nordestino, justamente devido à agricultura irrigada que produz mangas, uvas e outras frutas.

A expectativa do Vale do São Francisco em 2025 era exportar 36,8 mil toneladas de manga aos EUA, em 2,5 mil contêineres que saem dos portos de Salvador (BA) e Pecém (CE) até outubro.

O faturamento desse comércio com os EUA seria no patamar do ano passado, de US$ 45,8 milhões (R$ 255 milhões), segundo previsão do SPR.

A imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo café, carnes e frutas (com exceção do suco de laranja), representa um duro golpe para os exportadores do Vale do São Francisco . Antes, a tarifa era de 10%, e o aumento para 50% a partir de 6 de agosto inviabiliza financeiramente a exportação de frutas como manga e uva para o mercado americano.

Produtores de manga da região já calculam perdas de R 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões) em exportações por ano . Com a tarifa, os exportadores podem perder até 70% de suas vendas para os EUA, um mercado crucial para a fruticultura local .

O setor de frutas do Vale do São Francisco alerta para um impacto devastador, com a possibilidade de as frutas apodrecerem no pé, caso não haja alternativas para escoar a produção . A competitividade dos produtos brasileiros é drasticamente
reduzida, e os compradores dificilmente aceitarão uma alta de preços que absorva essa tarifa

As consequências do tarifaço de 50% se estendem muito além das fazendas do Vale do São Francisco, gerando um efeito em cadeia que pode impactar toda a economia regional e nacional. O setor de fruticultura na região gera cerca de 250 mil empregosdiretos e 950 mil indiretos . A inviabilização das exportações para os EUA pode levar a demissões em massa, afetando diretamente a renda e a qualidade de vida de milhares de famílias.

Além do impacto social, a economia local sofrerá com a redução do fluxo de capital. Menos exportações significam menos divisas entrando no país, o que pode desvalorizar a moeda e encarecer produtos importados. A cadeia de suprimentos, que envolve
desde a produção de insumos agrícolas até o transporte e a logística, também será severamente afetada. Empresas de embalagens, transportadoras e prestadores de serviços relacionados à exportação sentirão a queda na demanda.

O risco de pragas, caso as frutas não sejam colhidas, é outra preocupação séria. Frutas apodrecendo no campo podem atrair insetos e doenças, comprometendo futuras safras e exigindo investimentos adicionais em controle de pragas. Isso adiciona uma
camada de complexidade e custo para os produtores, que já enfrentam um cenário desafiador.

O mercado interno, embora importante, não possui demanda suficiente para absorver toda a produção que seria destinada à exportação . Isso pode levar a uma superoferta de frutas, derrubando os preços no mercado doméstico e reduzindo ainda mais a rentabilidade dos produtores. A busca por novos mercados se torna urgente, mas a reorientação de fluxos comerciais é um processo complexo e demorado.