Segundo a reportagem, o jato particular utilizado pelo senador na viagem teria sido providenciado por Jason Miller, aliado de Trump e integrante da área de comunicação da Casa Branca. Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio que vive nos Estados Unidos, teria mantido contato com Miller para organizar o deslocamento.
Flávio viajou da Argentina para o Equador na noite de terça-feira (27), antes de seguir para Miami, na Flórida, onde desembarcou na quarta-feira (28), acompanhado da esposa e das duas filhas.
De acordo com autoridades norte-americanas ouvidas pelo jornal, a entrada do senador e de seus familiares foi autorizada por meio de um mecanismo migratório temporário conhecido como parole. A reportagem também aponta que Flávio poderá solicitar residência permanente nos Estados Unidos, o chamado green card.
A viagem ocorreu após uma determinação judicial para que o senador entregasse seus passaportes às autoridades brasileiras, no âmbito de investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Os documentos foram cancelados após o prazo para entrega, e a Polícia Federal informou que apura as circunstâncias relacionadas ao possível descumprimento das determinações judiciais.
Flávio não foi formalmente acusado de crime nos casos mencionados na reportagem e nega ser alvo legítimo de perseguição judicial. Após chegar aos Estados Unidos, ele afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior e voltou a questionar o resultado eleitoral, alegando fraude sem apresentar provas que sustentem a acusação.
Trump confirmou que o governo norte-americano autorizou a entrada do senador e de sua família. Questionado sobre a declaração de Flávio a respeito da eleição brasileira, o presidente afirmou que não pretendia se envolver no caso, mas voltou a classificar o processo eleitoral como estranho.
A atuação de integrantes do governo norte-americano pode ampliar as tensões diplomáticas entre Washington e Brasília, especialmente diante das críticas de Trump ao resultado eleitoral e das acusações de interferência externa feitas pelo governo brasileiro.
Fonte: The New York Times, com informações reproduzidas pela imprensa brasileira.

