Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), afirmou que seu passaporte está nas mãos da Polícia Federal (PF). A declaração foi publicada nas redes sociais na terça-feira (27 de outubro), em meio à repercussão da decisão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e às críticas do dirigente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação ocorreu depois que uma seguidora alertou Rui Costa Pimenta para que tivesse cuidado e não acabasse enfrentando uma medida semelhante à aplicada a Flávio Bolsonaro. Em resposta, o presidente do PCO escreveu: “Meu passaporte já está nas mãos da Polícia Federal”.
O posicionamento ganhou destaque após Rui demonstrar apoio ao senador e criticar o que considera perseguição política contra opositores do Supremo. O dirigente argumenta que medidas judiciais contra adversários políticos podem atingir representantes de diferentes correntes ideológicas.
Passaporte foi apreendido em agosto
O documento de Rui Costa Pimenta foi apreendido em agosto de 2026, durante a Operação Causa Própria, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de irregularidades em pagamentos realizados pelo PCO a empresas do setor gráfico com recursos partidários e eleitorais.
Entre os repasses investigados estão aproximadamente R$ 900 mil destinados à Digiartegraphics e R$ 555 mil pagos à JCO Gráfica e Editora em 2022. Também são analisados pagamentos feitos à Dauzaker Edições e Impressões entre 2017 e 2020.
O PCO contestou a operação e afirmou que os valores correspondem à contratação de materiais gráficos utilizados em campanhas eleitorais e atividades partidárias. As suspeitas seguem sob investigação e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.
Defesa de Flávio e críticas ao STF
A discussão voltou à tona após Alexandre de Moraes determinar medidas envolvendo os passaportes de Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal informou que solicitou as medidas ao STF após identificar risco de saída do senador do Brasil, no âmbito de uma investigação própria.
Rui Costa Pimenta passou a criticar publicamente a decisão e a defender Flávio, apontando o episódio como exemplo do que classifica como perseguição política. Entretanto, a apreensão do passaporte do presidente do PCO ocorreu meses antes, durante a investigação sobre recursos partidários.
Fonte: Polícia Federal, Folha de S.Paulo e RT Brasil.

