O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou nesta segunda-feira (14) que seu governo já contabiliza 17.147 prisões nos primeiros 36 dias de gestão. O balanço foi apresentado durante um pronunciamento à nação, no qual o chefe do Executivo destacou ações das forças de segurança contra grupos ligados ao narcotráfico.
De acordo com De la Espriella, desde 7 de agosto, quando assumiu a Presidência, as forças de segurança também atingiram 24 líderes das principais organizações classificadas pelo governo como “narcoterroristas”. Desse total, 19 foram capturados e cinco morreram durante operações policiais e militares.
“Desde 7 de agosto, foram realizadas 17.147 prisões. São mais de 17 mil prisões em apenas 36 dias de governo”, afirmou o presidente.
Durante o pronunciamento, o mandatário determinou ainda uma análise sobre a situação de pessoas privadas de liberdade que estão mantidas em instalações militares ou delegacias. Segundo ele, deverão ser realizadas transferências nos casos em que os detentos não cumpram os requisitos legais para permanecer nesses locais.
Governo prepara estatuto antiterrorista
A gestão colombiana também prepara uma proposta para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas. A medida deverá ser encaminhada ao Congresso e prevê a criação de um marco jurídico específico para definir o terrorismo e ampliar os instrumentos de combate aos grupos enquadrados nessa categoria.
O ministro do Interior, Rodrigo Lara, afirmou que trabalha na elaboração de um “estatuto antiterrorista”.
De la Espriella também afirmou que seu governo irá respeitar manifestações pacíficas realizadas dentro dos limites previstos pela Constituição e pela legislação colombiana. Por outro lado, declarou que atos violentos contra agentes de segurança, civis e estruturas públicas não serão considerados manifestações legítimas.
“O protesto pacífico exercido dentro do marco da Constituição e da lei será respeitado e garantido pelo meu governo. Mas o terrorismo urbano, o vandalismo, a destruição de infraestrutura e os ataques contra nossa força pública e a população civil não são protesto”, afirmou.
Fonte: Metrópoles

