O mercado internacional acompanha com preocupação os desdobramentos da crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A possibilidade de o barril atingir até US$ 200 foi levantada por especialistas durante reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI), diante do risco de escassez global da commodity.
Responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, o estreito teve o tráfego impactado após tensões geopolíticas recentes, o que reduziu significativamente o transporte de petróleo por navios petroleiros. Mesmo com a reabertura da rota pelo Irã, analistas apontam que a normalização das operações não será imediata.
De acordo com projeções discutidas no encontro do FMI, o reequilíbrio da cadeia logística pode levar de três a cinco semanas. Caso esse prazo não seja cumprido, há risco de redução dos estoques globais, o que pode impulsionar os preços para níveis entre US$ 150 e US$ 200 por barril.
Apesar de uma recente queda nos preços — que voltaram a patamares abaixo de US$ 100 — o cenário ainda é considerado instável. A volatilidade permanece elevada, especialmente diante de possíveis novos episódios de tensão na região.
O impacto de uma eventual alta mais acentuada vai além do setor energético. Economistas alertam para efeitos diretos na inflação global, aumento no custo dos combustíveis e pressão sobre cadeias produtivas, o que pode desacelerar o crescimento econômico em diversos países.
No Brasil, embora o país tenha certa proteção por conta da produção interna de petróleo, especialistas indicam que os reflexos também devem ser sentidos, já que os preços dos combustíveis acompanham o mercado internacional.
Fonte: InfoMoney

