A Guiana tem adotado uma estratégia para acelerar o desenvolvimento do seu setor agrícola: a oferta de terras gratuitas para produtores, incluindo brasileiros. A medida faz parte de um plano do governo para fortalecer a produção de alimentos e reduzir a dependência de importações.
As áreas são concedidas por até 99 anos, sem cobrança de compra ou aluguel. Em troca, os interessados precisam apresentar projetos e iniciar efetivamente a produção. O país também oferece incentivos fiscais, como isenção de impostos sobre equipamentos e atividades agrícolas.
Grande parte dessas terras está localizada em regiões de savana, com características semelhantes ao Cerrado brasileiro, somando cerca de 300 mil hectares disponíveis para cultivo, especialmente de grãos como soja e milho.
A iniciativa busca aproveitar a experiência do agronegócio brasileiro para impulsionar a produção local. A expectativa do governo guianense é não apenas abastecer o mercado interno, mas também ampliar as exportações para países do Caribe.
Apesar das oportunidades, ainda há obstáculos. Entre eles estão a carência de infraestrutura, limitações logísticas, barreiras linguísticas e a ausência de uma cadeia industrial mais estruturada para o processamento da produção.
Mesmo com os desafios, produtores brasileiros já demonstram interesse na proposta, enxergando na Guiana uma possibilidade de expansão em uma área ainda pouco explorada, mas com forte incentivo governamental ao agronegócio.
Fonte: Gazeta do Povo
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