O governo venezuelano decretou estado de emergência e determinou que as forças de segurança localizem e prendam qualquer pessoa que tenha apoiado, promovido ou comemorado a prisão do ex‑presidente Nicolás Maduro, após sua captura em uma operação militar liderada pelos Estados Unidos no início de janeiro de 2026.
O decreto autoriza a polícia nacional a iniciar uma busca por cidadãos, ativistas e potenciais colaboradores que tenham expressado apoio ao ataque armado que resultou na deposição de Maduro. A medida, segundo o governo, faz parte das ações para garantir a ordem interna e proteger a soberania nacional diante da intervenção estrangeira.
A reação oficial ocorre em meio a um ambiente de profundo confronto político interno. Enquanto partes da diáspora venezuelana e opositores celebraram a captura de Maduro como um marco de esperança e fim de um regime opressor, o governo, sob liderança interina da vice‑presidente Delcy Rodríguez, qualificou a operação como uma agressão criminosa e declarou tolerância zero a qualquer manifestação de apoio à ação americana.
A repercussão tem sido imediata. Grupos de direitos humanos e ativistas de oposição que celebraram a detenção agora enfrentam uma resposta legal severa por parte das autoridades venezuelanas. Relatórios indicam que a repressão e o patrulhamento por milícias alinhadas ao governo aumentaram o clima de medo em Caracas e outras cidades.
Internacionalmente, a situação gerou divisões: enquanto líderes de alguns países latino‑americanos e comunidades de venezuelanos no exterior expressaram júbilo pela prisão de Maduro, instituições internacionais e governos de várias nações alertaram para possíveis violações de direitos humanos e do direito internacional.
O decreto venezuelano marca uma nova fase na crise política que se seguiu à captura do ex‑presidente e evidencia o aprofundamento da polarização no país, com repercussões sociais, jurídicas e diplomáticas ainda em desenvolvimento.
Fonte: Reuters
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