A vitória do Fluminense por 3 a 1 sobre o Corinthians, no domingo (20/9), foi marcada por dificuldades envolvendo a tecnologia de impedimento semiautomático em dois lances importantes da partida, disputada na Neo Química Arena.
O primeiro episódio aconteceu no gol de Hulk, que abriu o placar para o Fluminense. A tecnologia não conseguiu concluir automaticamente a análise da posição dos jogadores envolvidos na jogada, já que Hulk e Gustavo Henrique estavam praticamente na mesma linha.
De acordo com a análise realizada posteriormente, os dois atletas apresentavam diferença de apenas zero centímetros na posição indicada pelo sistema. Por causa da dificuldade para determinar a existência ou não de impedimento, a cabine do VAR precisou realizar o procedimento de forma manual.
A demora na confirmação provocou reclamações no estádio. Somente cerca de dois minutos e meio depois do gol a arbitragem de vídeo comunicou ao árbitro de campo que o lance era regular. Com isso, o gol de Hulk foi confirmado e o Fluminense manteve a vantagem no confronto.
A tecnologia voltou a apresentar uma limitação no segundo tempo, desta vez no lance que terminou com o gol de empate do Corinthians. Gustavo Henrique marcou para a equipe paulista, mas o sistema semiautomático também não conseguiu concluir a análise automaticamente.
Nesse caso, o motivo foi diferente. Samuel Xavier, lateral-direito do Fluminense, estava no chão durante a jogada. Segundo o funcionamento do sistema, a tecnologia não consegue realizar a análise automática da posição de um jogador nessa condição.
Mais uma vez, a equipe responsável pelo VAR precisou recorrer à análise manual das imagens e das linhas de impedimento. Após a revisão, o gol de Gustavo Henrique foi considerado válido e o placar foi alterado.
Os dois episódios fizeram com que a arbitragem demorasse para confirmar os gols, evidenciando situações em que o sistema de impedimento semiautomático precisou ser complementado pela análise humana do VAR.
Fonte: Metrópoles

