A proposta da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, de zerar temporariamente o imposto sobre alimentos enfrenta um obstáculo inesperado: a limitação dos sistemas de caixas registradoras utilizados no varejo do país.
A medida, que integra o plano econômico do governo para aliviar o impacto da inflação sobre as famílias, prevê a redução da atual taxa de 8% aplicada a alimentos e bebidas não alcoólicas para 0% por um período de até dois anos. No entanto, o setor varejista alertou que os sistemas de registro de vendas não foram desenvolvidos para operar com alíquota zero.
De acordo com a estrutura tributária japonesa, o imposto sobre consumo é de 10% na taxa padrão e 8% para alimentos. A mudança exigiria adaptações técnicas em larga escala nos sistemas utilizados por supermercados e lojas em todo o país.
O impasse passou a ser discutido como um fator que pode atrasar ou dificultar a implementação da proposta defendida pelo governo da primeira-ministra, mesmo com o apoio político à redução da carga tributária.
Diante das limitações operacionais, autoridades estudam alternativas intermediárias, como a redução da taxa para 1%, que exigiria ajustes menores nos sistemas.
A situação evidencia os desafios entre decisões políticas de alívio econômico e a infraestrutura tecnológica existente no setor de varejo japonês.
Fonte: Reuters
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