Autoridades de saúde internacionais acompanham um surto de hantavírus registrado em passageiros e tripulantes do cruzeiro “MV Hondius”, embarcação que realizou expedição na Antártida. O caso ganhou repercussão mundial após confirmações de pessoas infectadas e mortes relacionadas à doença.
De acordo com informações divulgadas por órgãos de saúde e pela imprensa internacional, os primeiros sintomas surgiram ainda durante a viagem, iniciada em Ushuaia, na Argentina. A investigação aponta para a variante Andes do hantavírus, considerada rara e uma das poucas que podem apresentar transmissão entre humanos em situações específicas.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, náusea, tosse e dificuldade respiratória. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para complicações pulmonares severas.
Especialistas reforçam que não há risco de uma pandemia semelhante à Covid-19. Segundo pesquisadores e autoridades sanitárias, a transmissão entre pessoas é considerada limitada e incomum. A principal forma de contágio continua sendo o contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados.
No Brasil, a hantavirose é monitorada pelo Ministério da Saúde e costuma registrar casos isolados, principalmente em áreas rurais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Fonte: OMS/El País

