Uma família denuncia que o Planserv, plano de saúde dos servidores públicos da Bahia, deixou de cumprir decisões judiciais que determinavam a realização de exames e tratamentos essenciais para um menino de 4 anos com Síndrome de Down. Segundo os responsáveis, mesmo após ordem da Justiça, o atendimento não foi garantido.
De acordo com o relato, a primeira decisão estabelecia prazo de 48 horas para autorização de exames em rede privada, o que não teria sido cumprido. Diante da situação, uma nova determinação judicial reforçou a obrigatoriedade do atendimento, mas, ainda assim, a família afirma que continuou enfrentando dificuldades.
A criança possui um quadro clínico delicado, com histórico de cirurgias e complicações de saúde, incluindo problemas intestinais e crises frequentes. Relatórios médicos apontam risco elevado, com possibilidade de agravamento do estado de saúde sem o acompanhamento adequado.
Sem acesso aos exames necessários, a família relata que não consegue avançar no diagnóstico e no tratamento, além de enfrentar obstáculos para obter terapias e medicamentos indicados pelos profissionais de saúde.
Procurado, o Planserv informou que acompanha o caso e que medidas estão sendo adotadas para cumprir as decisões judiciais. O órgão afirmou ainda que já houve agendamento de consulta e encaminhamentos para terapias, além de ações para viabilizar exames próximos à residência da criança.
O caso reacende discussões sobre o acesso a tratamentos de alta complexidade e o cumprimento de decisões judiciais por operadoras de saúde.
Fonte: Blog O Para

