Um homem foi preso em Manaus neste sábado (24) suspeito de matar o próprio filho, um menino de 3 anos, em um crime que abalou familiares e vizinhos na zona norte da capital amazonense.
A Polícia Civil identificou o suspeito como Fernando Batista Melo, de 48 anos, que teria cometido o homicídio na noite de quinta-feira (22) em uma kitnet onde a família vivia. O menino, Manoel Franco de Lima Neto, estava sob os cuidados do avô paterno quando o pai chegou ao local. Segundo relatos colhidos na investigação, Fernando teria se envolvido em uma discussão com a ex-esposa sobre pensão alimentícia e a separação do casal, o que, segundo colegas e vizinhos, teria gerado perturbador descontrole emocional por parte do homem.
De acordo com a polícia, após entrar na casa, ele pediu ao pai para ficar com o menino sob o pretexto de dar banho. No banheiro, o crime ocorreu de forma fria e inesperada. A perícia confirmou que a morte foi por asfixia mecânica, e agentes encontraram sinais de sangue no local — cenas que impressionaram quem esteve no imóvel e reforçaram a gravidade da violência.
Testemunhas afirmam que, ao perceber o que havia acontecido, o avô tentou reagir e enfrentou o filho. Na sequência, o suspeito trancou o pai no banheiro junto ao corpo da criança e fugiu, deixando o parente preso e pedindo socorro. Vizinhos, ao ouvir o chamado de ajuda, arrombaram a porta e chamaram a polícia, que encontrou a cena e iniciou as diligências. (detalhes adicionais com base em relatos da comunidade)
A fuga de Fernando durou quase dois dias. Uma força-tarefa com policiais militares e civis, além de helicóptero, foi mobilizada para capturá-lo. Ele acabou localizado próximo à área do Cemitério do Tarumã, descalço e com sinais de desgaste físico, e tentou alegar que estava apenas se exercitando na mata, o que não condizia com as circunstâncias observadas pelos agentes.
O suspeito foi levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e deve responder criminalmente pelo crime, que agora é tratado como homicídio qualificado com base na vulnerabilidade da vítima e no contexto emocional que precedeu o ato.
Fonte: g1 Amazonas / SSP-AM / Polícia Civil do Amazonas.

