A liquidação extrajudicial do Will Bank, determinada pelo Banco Central, afeta diretamente cerca de 12 milhões de clientes da instituição digital. Com a medida, todas as operações do banco foram interrompidas, incluindo movimentações pelo aplicativo, uso de cartões e acesso aos saldos das contas.
Os clientes que mantinham recursos depositados ou investidos passam a depender do processo de ressarcimento conduzido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo assegura a devolução de valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o total aplicado em instituições do mesmo conglomerado financeiro. Quantias que ultrapassem esse limite entram na lista de credores da massa liquidante e podem ser recuperadas apenas parcialmente, conforme o andamento do processo.
Enquanto isso, cartões de crédito emitidos pelo Will Bank deixam de funcionar e novas transações estão bloqueadas. Dívidas existentes, como faturas ou contratos de crédito, continuam válidas e devem ser quitadas conforme orientações que ainda serão divulgadas pelo administrador da liquidação, para evitar juros ou restrições ao nome do consumidor.
O Banco Central informou que o procedimento visa proteger o sistema financeiro e garantir tratamento igualitário aos clientes e credores. Já o FGC deve divulgar, nos próximos dias, as instruções para que os clientes possam solicitar o reembolso dos valores garantidos, incluindo prazos e canais oficiais de atendimento.
Até a conclusão do processo, os clientes devem acompanhar apenas comunicados oficiais do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos, evitando informações não confirmadas sobre saques, pagamentos ou prazos.
Fonte: Banco Central do Brasil / Fundo Garantidor de Créditos
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