Em 3 de janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, sendo ambos levados para Nova York. Maduro foi apresentado em tribunal federal, onde se declarou inocente das acusações de narcotráfico, conspiração para importação de cocaína e crimes relacionados a “narco‑terrorismo”, podendo enfrentar prisão perpétua se condenado.
Após a captura, o ex‑presidente Donald Trump afirmou que os EUA assumiriam o controle temporário da Venezuela, não descartou novas ações militares na região e ameaçou líderes mundiais que se opusessem à sua intervenção. Trump criticou o presidente colombiano Gustavo Petro, afirmou que os EUA precisariam “fazer algo” em relação ao México devido aos cartéis de drogas, renovou o desejo de anexar a Groenlândia, ameaçou o Irã caso reprimisse protestos violentamente e indicou que Cuba estaria prestes a “cair” com a mudança na Venezuela.
Internacionalmente, a ação gerou reações divididas: o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o chileno Gabriel Boric condenaram os ataques por violação da soberania; Gustavo Petro expressou preocupação; o primeiro‑ministro britânico Keir Starmer e o ministro francês Jean-Noël Barrot pediram respeito ao direito internacional; o secretário‑geral da ONU, António Guterres, alertou para o precedente criado; e o argentino Javier Milei celebrou a captura como “excelente notícia para o mundo livre”.
No cenário econômico, a captura de Maduro também teve impactos no mercado de petróleo, embora de forma mista. Por um lado, os preços do petróleo ficaram voláteis, com aumentos de cerca de 1 % após a notícia, à medida que traders avaliam a turbulência política e a possível reorganização da produção venezuelana, que tem as maiores reservas do mundo apesar de produzir pouco atualmente. Por outro lado, o petróleo chegou a recuar nos primeiros negócios devido à incerteza e à oferta global já abundante, que limita grandes mudanças imediatas nos preços. Analistas destacam que, mesmo com a perspectiva de investimentos americanos para revitalizar a indústria petrolífera venezuelana, isso pode levar anos para gerar aumento de oferta significativo, e um eventual crescimento da produção poderia, no médio prazo, pressionar os preços para baixo caso a Venezuela volte a exportar volumes maiores. (Investing.com Brasil)
No cenário doméstico venezuelano, parte da população, especialmente a diáspora, comemorou a queda de Maduro, vendo o episódio como um possível início de mudança política, enquanto apoiadores do ex‑presidente dentro do país protestaram contra a intervenção, classificando‑a como uma agressão e reafirmando apoio a Maduro.
Fonte: Reuters
Imagens: Reprodução

