O Brasil atingiu um dos marcos mais importantes da saúde pública ao eliminar a transmissão vertical do HIV, quando o vírus passa da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. Em 2024, a taxa ficou abaixo de 2%, e a incidência da infecção em crianças recém-nascidas foi inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos — indicadores considerados suficientes para classificar a eliminação como problema de saúde pública.
O avanço foi resultado direto da ampliação do acesso ao pré-natal, da testagem constante de gestantes e da oferta de tratamento integral pelo Sistema Único de Saúde. A cobertura dessas ações atingiu 95% das gestantes. Além disso, o país registrou queda no número de mulheres grávidas vivendo com HIV e na quantidade de crianças expostas ao vírus. Outro ponto decisivo foi a redução expressiva no início tardio da profilaxia neonatal, que caiu pela metade, garantindo que mais bebês recebessem o cuidado necessário nas primeiras horas de vida.
O cenário positivo também refletiu em outros indicadores: a mortalidade por aids chegou ao menor nível em mais de três décadas, após uma redução significativa no número de óbitos entre 2023 e 2024. Paralelamente, o número de novos casos de aids no país também mostrou queda.
Com os resultados consolidados, o Brasil encaminhou à Organização Pan-Americana da Saúde e à Organização Mundial da Saúde o pedido de certificação internacional que reconhece oficialmente a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública — um passo histórico no combate à doença.
Fonte primária: Metropoles
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