A partir deste mês, cerca de 6 mil famílias em Pernambuco devem deixar de receber o Bolsa Família. A estimativa foi divulgada por autoridades locais e decorre de mudanças nas regras do programa federal.
A alteração impacta diretamente quem está enquadrado na chamada “regra de proteção” — mecanismo que permite a manutenção temporária do benefício mesmo após um aumento na renda familiar per capita. Antes, essas famílias podiam continuar no programa por até 24 meses caso a renda por pessoa subisse para até meio salário mínimo (R$ 759). Com a nova regra, esse prazo foi reduzido para 12 meses, valendo para aumentos registrados a partir de julho deste ano.
Segundo o secretário executivo de Assistência Social do Recife, Joelson Rodrigues, a medida foi implementada pelo governo federal com o objetivo de alinhar o programa às novas diretrizes de focalização e controle de gastos públicos. A intenção, conforme o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), é incentivar a formalização e o aumento da renda sem retirar de forma abrupta o benefício.
Apesar disso, a decisão tem gerado preocupação entre gestores municipais e entidades sociais. Eles alertam que muitas famílias, mesmo com ganhos temporários, ainda vivem em situação de vulnerabilidade e podem ser prejudicadas com a exclusão do programa.
O governo federal reforça que as famílias que voltarem a se enquadrar nos critérios de renda poderão solicitar o reingresso no Bolsa Família por meio do Cadastro Único (CadÚnico) e dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS).

