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Carnaval 2025: veja como foi a primeira noite de desfiles no Rio

A noite de domingo (2) e madrugada desta segunda-feira (3) marcaram o início dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Unidos de Padre Miguel, Imperatriz Leopoldinense, Unidos do Viradouro e Estação Primeira de Mangueira foram as primeiras escolas a se apresentarem na Sapucaí durante o Carnaval 2025.

Pela primeira vez, os desfiles estão divididos em três dias, não apenas em dois, diminuindo o número de escolas que desfilam por noite. No início da primeira noite de desfiles, a Unidos de Padre Miguel se destacou com os carros alegóricos e encerrou a apresentação dentro do tempo previsto. No entanto, uma das alas apareceu com fantasias incompletas, o que pode diminuir a pontuação da agremiação.

A Imperatriz Leopoldinense também sofreu alguns problemas com a ala das Baianas. No entanto, a produção das fantasias e maquiagens se destacaram durante o desfile, assim como a Comissão de Frente da escola de samba.

Atual campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, a Viradouro teve a apresentação ressaltada por diversos aspectos visuais como, por exemplo, ao utilizar arte cinética para conceder a sensação de movimento a um carro alegórico com um boneco de 15 metros.

No entanto, a escola precisou se apressar para encerrar o desfile dentro do tempo previsto e a musa da agremiação, Lore Improta, escorregou em frente aos jurados.

Um dos pontos altos da Estação Primeira de Mangueira se deu pela comissão de frente, que trazia a representatividade dos “crias” (jovens moradores das favelas, que passam a vida sobrevivendo) dançando o clássico funk do passinho.

As pipas, consideradas brinquedos comuns em comunidades do Rio de Janeiro, também apareceram em cena na apresentação da verde e rosa que reforçava a herança bantu em terras cariocas. Inclusive, em determinado trecho, o samba exaltava o “orgulho de ser favela”.

Conheça os enredos que foram apresentados

Após vencer a Série Ouro em 2024, a Unidos de Padre Miguel fez seu retorno ao Grupo Especial contando a história de Iyá Nassô e o Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. “Egbé Iya Nassô” tem assinatura de Lucas Milato, que já estava na agremiação da zona oeste do Rio, e Alexandre Louzada, que chegou à escola para fazer o desfile deste ano.

Já a Imperatriz Leopoldinense, atual vice-campeã, teve como enredo “Ómi Tútu Ao Olúfon – Água fresca para o senhor de Ifón”. Após quase 50 anos, a escola – também conhecida como Rainha de Ramos – volta a abordar a temática afro-religiosa ligada à mitologia dos orixás.

Com assinatura de Tarcísio Zanon, o enredo retorna a primeira metade do século 19, no estado de Pernambuco, no nordeste brasileiro, onde o quilombo do Catucá era foco de resistência e viu seu último líder, João Batista, o Malunguinho, ser duramente perseguido por seus atos libertários.

Encerrando a noite, a Mangueira apresenta “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões” na Marquês de Sapucaí. O desfile foi desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França.

 

FONTE: CNN

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