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Palestina pede ao mundo ações concretas para frear massacres de Israel em Gaza

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O Ministério das Relações Exteriores da Palestina voltou a apelar à comunidade internacional para que intervenha de forma concreta e eficaz com o objetivo de pôr fim à ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (27) pela agência Prensa Latina, que destaca o agravamento da crise humanitária no território palestino, onde já se contabilizam mais de 56 mil mortos desde o início do genocídio, em outubro de 2023.

Em comunicado oficial, o governo palestino denunciou a “campanha de guerra” promovida pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e criticou o uso deliberado de métodos de cerco e privação como armas de guerra. “Israel utiliza a fome, a sede e a privação de medicamentos e tratamentos de saúde como ferramentas de agressão”, acusa o texto.

O ministério palestino condenou ainda a destruição sistemática de residências e infraestruturas civis em Gaza, que, segundo o documento, faz parte de uma estratégia de expulsão e deslocamento forçado da população. “Israel forçou a população a fugir para uma área que representa não mais do que 18% do território do enclave costeiro, agravando o sofrimento diário”, afirma o ministério.

A chancelaria palestina também voltou a cobrar a comunidade internacional, apontando sua “incapacidade” de deter o que chamou de “guerra de extermínio contra nosso povo”. O governo enfatizou que, sem a aplicação rigorosa do direito internacional, o massacre em Gaza e o sofrimento da população civil continuarão.

Apesar de sucessivos apelos vindos da Palestina, a situação humanitária em Gaza se agrava diariamente, enquanto as forças israelenses mantêm operações militares intensas na região.

agencia Brasil/Reuters

Municípios pernambucanos aderem em peso ao 2º ciclo da Lei Aldir Blanc

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O estado de Pernambuco e seus 184 municípios aderiram ao segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (2025-2029). Eles enviaram os Planos de Ação e se somam à maior política pública contínua de fomento cultural já implementada no país. No primeiro ciclo, entre 2023 e 2024, Pernambuco também teve adesão total, e recebeu repasse de R$ 143,29 milhões, sendo R$ 75,02 milhões para o estado e R$ 68,27 milhões para os municípios.

Do total, R$ 110,51 milhões já foram investidos pelo estado e os municípios nas ações previstas, o que corresponde a 77,12% do montante disponível. Os municípios utilizaram R$ 47,15 milhões (69,06%) e o Estado, R$ 63,36 milhões (84,45%).

Em Pernambuco, mais de R$ 56,6 milhões foram destinados a ações de fomento cultural, de acordo com o Plano de Ação apresentado no primeiro ciclo. Outros R$ 7,7 milhões devem ser empregados em Pontos de Cultura; R$ 5,1 milhões em obras, reformas e aquisição de bens culturais, e R$ 1,8 milhão em Pontões de Cultura.

A capital, Recife, executou 71,62% do montante recebido por meio da Aldir Blanc. A cidade recebeu R$ 10,50 milhões e usou R$ 7,52 milhões em ações culturais.

Em todo o país, dos R$ 3 bilhões disponíveis para o primeiro ciclo, R$ 1,81 bilhão já foram gastos, ou 60,41% do total. Os municípios já utilizaram R$ 954 milhões dos R$ 1,49 bilhão disponíveis, e os Estados empregaram R$ 858,38 milhões, o equivalente a 56,84% dos R$ 1,51 bilhão recebidos.

A região Sul foi a que mais executou recursos da Lei Aldir Blanc no primeiro ciclo. Dos R$ 413,68 milhões recebidos por Estado e municípios, R$ 299,39 milhões (72,37%) foram empregados em ações culturais. Na sequência aparecem o Sudeste (R$ 1,13 bilhão e 61,05% executados); Norte (R$ 324,37 milhões e 60,29%); Nordeste (R$ 902 milhões e 56,80%) e Centro-Oeste (R$ 232,28 milhões e 50,25%).

Trump anuncia plano para deportar um milhão de migrantes por ano e ampliar militarização da fronteira

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (26) um ambicioso plano para deportar pelo menos um milhão de migrantes por ano, como parte do endurecimento da política migratória de seu governo. As informações são da agência Telesur.

O plano faz parte de um pacote legislativo apresentado ao Congresso, batizado pelo próprio presidente de Big Beautiful Bill (“Grande e Belo Projeto”, em tradução livre), que também prevê a conclusão do muro na fronteira com o México, o aumento no efetivo de agentes de imigração e a ampliação da presença militar na região.

“Financiaremos integralmente as seções finais do muro da fronteira e proporemos um novo imposto sobre remessas enviadas a países estrangeiros. E aumentaremos drasticamente as deportações para um mínimo de um milhão de imigrantes ilegais por ano”, afirmou Trump durante discurso na Casa Branca.

A proposta inclui a contratação de 10.000 novos agentes da Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) e mais 5.000 policiais da Patrulha de Fronteira. Também estão previstos novos centros de detenção de migrantes e aumento do financiamento para voos de deportação, além de operações específicas em cidades que limitam a cooperação com autoridades federais de imigração, conhecidas como cidades santuário.

Além das medidas administrativas e legislativas, o plano migratório de Trump envolve a militarização da fronteira. Segundo fontes do Departamento de Defesa, o Pentágono estuda a criação de duas novas zonas militarizadas ao longo da divisa com o México, o que elevaria para quatro o número de áreas onde militares podem deter migrantes.

O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, determinou que Força Aérea e Marinha adotem providências para ampliar as chamadas Áreas de Defesa Nacional (NDAs) na fronteira.

Desde abril, o governo já havia autorizado as Forças Armadas a tomar terras federais na região para reforçar o controle migratório. A medida, segundo especialistas, representa um passo significativo no aumento da presença militar em ações que, tradicionalmente, são de responsabilidade das agências civis de imigração.

A Suprema Corte dos EUA, alinhada com o governo, já autorizou Trump a acelerar o processo de deportações, o que deve facilitar a implementação do plano caso o Congresso aprove o Big Beautiful Bill.

AGENCIA BRASIL/ REUTERS

China e EUA avançam em consenso comercial e retiram medidas restritivas

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A China e os Estados Unidos deram um passo importante para aliviar as tensões no comércio bilateral. Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM), as duas maiores economias do mundo confirmaram os detalhes de um acordo para implementar o consenso alcançado nas negociações comerciais de Genebra.

De acordo com o MOFCOM, a China irá revisar e aprovar, conforme suas leis e regulamentos, os pedidos de exportação de itens controlados — como produtos que envolvem tecnologia sensível ou materiais estratégicos — destinados aos EUA. Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, se comprometeu a suspender uma série de medidas restritivas aplicadas contra a China nos últimos anos.

A declaração chinesa também foi uma resposta às informações divulgadas por autoridades americanas e por veículos de imprensa dos EUA, que afirmaram que os dois países chegaram a um entendimento complementar para acelerar a implementação do consenso negociado em Genebra. Uma das medidas mais aguardadas diz respeito à liberação mais ágil das exportações chinesas de terras raras, insumos estratégicos para indústrias de alta tecnologia e defesa, fundamentais para o setor produtivo americano.

Após o encontro realizado em Londres, as equipes de negociação de ambos os países mantiveram contato frequente para detalhar o acordo. O MOFCOM destacou que o entendimento reflete o “importante consenso” estabelecido entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente Donald Trump, durante conversa telefônica realizada no dia 5 de junho.

As negociações e os anúncios ocorrem em um contexto de crescente disputa tecnológica e comercial entre as duas potências, que, nos últimos anos, implementaram tarifas, restrições e medidas unilaterais em diversos setores estratégicos, como semicondutores, inteligência artificial e minerais críticos.

O alívio parcial das restrições e o avanço no diálogo são vistos por analistas como um sinal positivo, embora o clima de desconfiança mútua ainda persista. Observadores internacionais alertam que, apesar do progresso, a competição estrutural entre China e Estados Unidos continuará a moldar o cenário geopolítico e econômico global nos próximos anos.

AGENCIA BRASIL/ REUTERS

Governo Lula quer introduzir automóveis e açúcar no Mercosul Considerados sensíveis, produtos nunca entraram nas regras do bloco

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O Brasil tentará incluir os setores automotivo e açucareiro Mercosul, ao assumir a presidência pro tempore do bloco, na cúpula de presidentes, em Buenos Aires. Em 34 anos de existência, essas jamais fizeram parte da Tarifa Externa Comum (TEC).

De acordo com o diretor do Departamento do Mercosul do Itamaraty, Francisco Canabrava, a entrada desses setores nas regras do bloco será gradual. Isso porque são considerados sensíveis.

— Temos consciência de que são dois setores que, por razões específicas, nasceram excluídos do Mercosul. Estamos trabalhando de maneira gradual, mas sem perder o rumo — afirmou Canabrava.

Atualmente, o comércio de automóveis é praticamente restrito a Brasil e Argentina, que têm acordos de cotas. Assim, uma quantidade limitada de veículos pode entrar no intercâmbio sem a alíquota de importação, de 35%. O Brasil defende uma política automotriz comum para os sócios do Mercosul.

No caso do açúcar, o diplomata explicou que a ideia é que seja feita uma integração entre as cadeias produtivas, incluindo massas e biscoitos de todos os países do Mercosul. Seriam estabelecidos parâmetros e termos de referência, para evitar que os produtores locais sejam prejudicados.

Há sensibilidade nos nossos sócios do Mercosul. Nosso trabalho não tem o objetivo de excluir os agricultores locais — disse.

A cúpula do Mercosul será realizada nos dias 2 de 3, na Argentina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará à noite da próxima quarta-feira e voltará ao Brasil no dia seguinte, após as reuniões entre os presidentes do bloco.

A presidência pro tempore do Mercosul dura seis meses e está com a Argentina. A partir da semana que vem, Lula receberá o mandato do presidente argentino, Javier Milei.

Falece em Petrolina a Professora Regina Durando, tia do prefeito Simão Durando

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Faleceu na noite desta quarta-feira (25), em Petrolina, a Professora Regina Durando, tia do prefeito Simão Durando. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte.

Professora Regina deixa um legado importante na história da educação e da cultura da cidade. Assim como seu irmão, Simão Durando pai, ela teve uma trajetória marcada por dedicação ao ensino público de qualidade. Por muitos anos, foi diretora da tradicional Escola Estadual Eduardo Coelho, o antigo Polivalente, onde também atuou como professora, mesma escola onde Simão pai também lecionou e exerceu a direção.

O corpo da educadora será velado a partir das 7h da manhã desta quinta-feira (26), no Velório Central. O sepultamento está marcado para as 11h, no Cemitério Campo das Flores, no Centro de Petrolina.

Familiares, amigos e ex-alunos prestam homenagens e expressam pesar pela partida de uma mulher que fez história com sua vocação pela educação e contribuição à formação de gerações de petrolinenses.

Senado aprova nova configuração da Câmara com 531 deputados federais

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Os senadores aprovaram ontem (25) o aumento do número de deputados federais, ou seja, após as eleições de 2026, a Câmara dos Deputados terá 531 representantes, 18 a mais que os atuais 513. O projeto de lei complementar foi aprovado com 41 votos favoráveis contra 33 contrários. O texto estabelece que a criação e manutenção das novas vagas não poderá aumentar as despesas totais da Câmara entre 2027 e 2030.

O projeto sofreu mudanças pelos senadores e voltará para análise da Câmara. O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), acatou sugestões do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e, com isso, a Câmara terá que manter os novos mandatos sem aumento real de despesas durante a próxima legislatura (2027-2030), inclusive das verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio-moradia. Nesse período, as despesas terão atualização monetária anualmente. “Não haverá impacto orçamentário de nenhum centavo“, disse Castro.

Já os senadores contrários argumentaram que a mudança vai aumentar os gastos da Câmara em R$ 150 milhões por ano. “Sabemos que vai ter impacto. Não é só de salário de deputado: é de estrutura de gabinete, apartamento funcional, emendas parlamentares. Será que os deputados vão abrir mão das suas emendas para acomodar os 18 que vão entrar? É claro que não. Se teve aumento de emendas sem os 18 deputados, imagine com os 18 deputados“, afirmou senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Outra alteração foi a retirada de auditoria dos dados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com possibilidade de pedido de impugnação por partidos políticos ou Estados. Pelo texto aprovado, as futuras vagas serão definidas a partir de dados oficiais de cada censo demográfico do IBGE, vedado o uso de dados obtidos por meio de pesquisas amostrais ou estimativas intercensitárias. A próxima atualização será feita com os dados do Censo de 2030.

Legislativos estaduais

Com o aumento no número de deputados federais, a quantidade de deputados estaduais deve ter alterações. A Constituição prevê que cada Assembleia Legislativa deve ter o triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados, até o limite de 36, acrescido do número de deputados federais acima de 12. Por exemplo: o Acre, com oito deputados federais, tem 24 deputados estaduais. Já São Paulo, com 70 deputados federais, tem 94 deputados estaduais, que é a soma de 36 com 58.

Fonte: Agência Brasil

Festejos de Petrolina entram na reta final com mais um ‘São João na Praça’

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O ciclo junino de Petrolina entra em sua derradeira semana, começando a partir desta quinta-feira (26), com o Projeto ‘São João na Praça’ – que já aconteceu nas duas semanas anteriores. O evento será na Praça da Sementeira, Vila Mocó, área central da cidade, às 18h, e é realizado em parceria entre a prefeitura municipal e a TV Grande Rio.

Hoje haverá uma homenagem especial ao cantor Sérgio do Forró. A programação segue até domingo (29), com apresentações culturais, forró pé de serra e outras atrações.

Com decoração temática, comidas típicas e muito arrasta-pé, o São João na Praça transforma espaços públicos em verdadeiros ‘arraiás’ comunitários. A ação, além de movimentar a economia local, também fortalece os laços entre a comunidade e as manifestações culturais do Nordeste.

Programação

26/06 (quinta-feira)

Homenagem: Sérgio do Forró e convidados

27/06 (sexta-feira)

Tinho do Acordeon

Três do Cariri

Xote Federal

28/06 (sábado)

Xote Pras Meninas

Lucas Vaqueiro

Adãozinho de Rajada

29/06 (domingo)

Anderson Macedo

Elisson Castro

Matheuzinho do Acordeon

Polícia prende mais um envolvido na morte de empresário piauiense

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A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu mais um envolvido no homicídio do empresário piauiense Erlan Oliveira, de 28 anos (foto), em um bar localizado no bairro José e Maria, Zona Norte de Petrolina. O crime aconteceu no último dia 20.

Outros três envolvidos já haviam sido presos na segunda-feira (23), durante a Operação ‘Fúria Cega’, pela equipe da 25ª Delegacia de Polícia de Homicídios (25ª DPH) de Petrolina.

Segundo a PCPE, “as quatro prisões temporárias são fundamentadas na necessidade de garantir a ordem pública, evitar a continuidade das atividades criminosas e assegurar a efetividade da instrução criminal”. As investigações continuam até a total elucidação dos fatos.

STF decide que redes sociais podem ser responsabilizadas por postagens consideradas ilegais de terceiros

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Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) que as plataformas que operam as redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

Após seis sessões seguidas para julgar o caso, a Corte decidiu pela inconstitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

O dispositivo estabelecia que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só poderiam ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal.

Dessa forma, antes da decisão do STF, as big techs não respondiam civilmente pelos conteúdos ilegais, como postagens antidemocráticas, mensagens com discurso de ódio e ofensas pessoais, entre outras.

Com o final do julgamento, a Corte aprovou uma tese jurídica, que contém as regras que as plataformas deverão seguir para retirar as postagens.

O texto final definiu que o Artigo 19 não protege os direitos fundamentais e a democracia. Além disso, enquanto não for aprovada nova lei sobre a questão, os provedores estarão sujeitos à responsabilização civil pelas postagens de usuários.

Pela decisão, as plataformas devem retirar os seguintes tipos de conteúdo ilegais após notificação extrajudicial:

  • Atos antidemocráticos;
  • Terrorismo;
  • Induzimento ao suicídio e automutilação;
  • Incitação à discriminação por raça, religião, identidade de gênero, condutas homofóbicas e transfóbicas;
  • Crimes contra a mulher e conteúdos que propagam ódio contra a mulher;
  • Pornografia infantil;
  • Tráfico de pessoas.

Votos

O último voto sobre a questão foi proferido na sessão desta quinta pelo ministro Nunes Marques, que votou contra a responsabilização direta das redes. O ministro defendeu que a responsabilização direta deve ser criada pelo Congresso.

Segundo Nunes, a liberdade de expressão é clausula pétrea da Constituição e deve ser protegida. Dessa forma, a responsabilidade pela publicação de conteúdos é de quem causou o dano, ou seja, o usuário.

“A liberdade de expressão é pedra fundamental para necessária troca de ideias, que geram o desenvolvimento da sociedade, isto é, apenas por meio do debate livre de ideias, o indivíduo e a sociedade poderão se desenvolver em todos os campos do conhecimento humano”, afirmou.

Nas sessões anteriores, os ministros Flávio Dino,  Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia se manifestaram pela responsabilização. Os ministros André Mendonça e Edson Fachin votaram pela manutenção das atuais regras que impedem a responsabilização direta das redes.

Carmen Lúcia avaliou que houve uma transformação tecnológica desde 2014, quando a lei foi sancionada, e as plataformas viraram “donas das informações”. Segundo a ministra, as plataformas têm algoritmos que “não são transparentes”.

Para Moraes, as big techs impõem seu modelo de negócio “agressivo”, sem respeitar as leis do Brasil, e não podem ser uma “terra sem lei”.

No entendimento de Dino, o provedor de aplicações de internet poderá ser responsabilizado civilmente pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros.

Gilmar Mendes considerou que o Artigo 19 é “ultrapassado” e que a regulamentação das redes sociais não representa ameaça à liberdade de expressão.

Cristiano Zanin votou pela inconstitucionalidade do artigo e afirmou que o dispositivo não é adequado para proteger os direitos fundamentais e impõe aos usuários o ônus de acionar o Judiciário em caso de postagens ofensivas e ilegais.

Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli votaram para permitir a exclusão de postagens ilegais por meio de notificações extrajudiciais, ou seja, pelos próprios atingidos, sem decisão judicial prévia.

Luís Roberto Barroso diz que a ordem judicial é necessária para a remoção somente de postagens de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria”). Nos demais casos, como publicações antidemocráticas e terrorismo, por exemplo, a notificação extrajudicial é suficiente para a remoção de conteúdo, mas cabe às redes o dever de cuidado para avaliar as mensagens em desacordo com as políticas de publicação.

O STF julgou dois casos concretos que envolvem o Marco Civil da Internet e que chegaram à Corte por meio de recursos.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Agência Brasil