InícioNotíciasInternacionalTrump pretende assumir controle de Gaza por dois anos com apoio internacional

Trump pretende assumir controle de Gaza por dois anos com apoio internacional

Uma proposta de resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, elaborada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê a criação de uma força internacional responsável por administrar e garantir a segurança na Faixa de Gaza por um período inicial de dois anos.

De acordo com informações publicadas pelo site Axios e repercutidas pelo Times of Israel, o texto preliminar da resolução estabelece que essa “Força Internacional de Estabilização” teria amplos poderes para controlar as fronteiras de Gaza com Israel e Egito, proteger civis e zonas humanitárias, além de treinar e integrar novas forças policiais palestinas.

A minuta também prevê que as Forças de Segurança Israelenses (FSI) desempenhem “tarefas adicionais em apoio ao acordo de Gaza”, em coordenação entre o Egito e Israel. A proposta sugere ainda a criação de um “Conselho de Paz”, idealizado por Donald Trump, com status jurídico internacional e autonomia para coordenar o financiamento da reconstrução de Gaza, até que a Autoridade Palestina conclua um programa de reformas internas.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, entretanto, tem afirmado que a Autoridade Palestina não deve participar da administração do território, posição que diverge da defendida por aliados ocidentais de Israel.

Segundo uma fonte ouvida pelo Axios, Washington pretende submeter o texto ao Conselho de Segurança da ONU nas próximas semanas.

A proposta faz parte de um “plano de paz” mais amplo de 20 pontos elaborado por Trump. O projeto prevê que, à medida que as forças internacionais forem se instalando, Israel comece a retirar suas tropas de Gaza gradualmente, mantendo apenas uma presença mínima em áreas de segurança até que o território esteja “livre de qualquer ameaça terrorista ressurgente”.

Atualmente, Israel mantém o controle de cerca de 53% da Faixa de Gaza. A retirada completa dependeria do avanço do processo de desmilitarização e da cooperação entre as forças envolvidas.

Trump declarou recentemente que, caso o Hamas se recuse a entregar as armas, “nós os desarmaremos rapidamente, e talvez de forma violenta, mas eles serão desarmados”.

Enquanto isso, ministros das Relações Exteriores de seis países muçulmanos — Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Paquistão e Indonésia — reuniram-se em Istambul para discutir o futuro de Gaza. O chanceler turco, Hakan Fidan, afirmou que as nações “decidirão se enviarão tropas com base no mandato e na autoridade da força internacional”, ressaltando que “primeiro é necessário chegar a um consenso geral sobre o rascunho, que depois deve ser aprovado pelos membros do Conselho

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, deverá se reunir com Donald Trump em 18 de novembro, na Casa Branca, para discutir o futuro e a reconstrução de Gaza. Fontes diplomáticas disseram ao Times of Israel que Washington pretende apresentar o projeto de resolução formalmente antes dessa visita.

agencia Reuters

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