InícioNotíciasPolíticaCâmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 por...

Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 por mês

A Câmara dos Deputados aprovou hoje, por unanimidade, o projeto de lei que amplia dos atuais R$ 3.036 para R$ 5.000 a faixa de isenção do Imposto de Renda e taxa os mais ricos para compensar, em uma vitória para o governo Lula. Agora, o projeto segue para o Senado.

Proposta foi aprovada por 493 votos a zero. Relatada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), passou pela comissão especial em julho, três meses após ser enviada pelo governo, em abril. Se for aprovada pelos senadores, irá à sanção do presidente Lula e entrará em vigor em 1º de janeiro do ano que vem.

Isenção do IR é a principal pauta do governo. A proposta, que prevê beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros, é uma das mais relevantes da gestão petista e deverá ser utilizada em 2026 para melhorar a popularidade e ajudar na possível reeleição do presidente Lula (PT). O projeto também tem apelo nas bases eleitorais dos parlamentares e, por isso, contou com o voto favorável de todos os partidos.

Lira conseguiu acordo para votar o texto sem destaques, que poderiam alterar o texto-base. Antes da votação, ele sinalizou que rejeitaria emendas e destaques que fossem “inadequados financeiramente”. Havia um temor em relação a sugestões que ampliavam a faixa de isenção do IR e retirassem a compensação

Com base nas regras da Câmara, o relator bloqueou as possíveis alterações. Na avaliação dos líderes partidários, a proposta para aumentar o benefício teria votos para aprovação, mas esbarrava na fonte de recursos. O regimento interno da Casa, no entanto, determina que não serão aceitas emendas e destaques que aumentem a despesa sem indicação da fonte de compensação.

Lula entrou nas negociações. Ontem, almoçou com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Hoje, chamou alguns líderes do Centrão para reforçar o apoio ao projeto e discutir o desembarque de dois partidos, União e PP, da base do governo.

Lira manteve o texto aprovado na comissão com os principais pontos apresentados pelo governo. Em outros, ampliou o benefício. Além da isenção para quem ganha até R$ 5.000, o texto enviado pelo Planalto previa isenção parcial para quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.000. O relator elevou o valor máximo para R$ 7.350. A alteração beneficia 500 mil contribuintesPerda de arrecadação anual com isenção deve ser de R$ 31,25 bilhões, segundo cálculos de Lira. Pela legislação, é obrigatória a indicação de uma fonte de compensação para cada queda de receita. O relator manteve a sugestão do governo de fazer isso cobrando de quem ganha mais.

Haverá uma alíquota mínima de IR para que ganha a partir de R$ 600 mil por ano. O texto prevê uma progressão, chegando a 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão por ano, incluindo dividendos. De acordo com Lira, a compensação vai arrecadar R$ 76,21 bilhões em três anos. O texto final implica em um recuo do relator, que pretendia reduzir para 9% o percentual cobrado de contribuintes de alta renda. O motivo foi a pressão da população, que reclamou de proteção aos super-ricos.Centrão e oposição aceitaram a tributação dos super-ricos, apesar do lobby dos investidores. Na avaliação dos líderes, suprimir a compensação poderia gerar um novo desgaste para a Casa, com críticas de que os deputados não se importam com os interesses da população e inflamação do discurso do governo de “ricos contra pobres” ou “nós contra eles”. Lideranças afirmaram ao UOL que, nos últimos dias, receberam diversos empresários preocupados com a taxação.Relator, no entanto, criou regra de transição para taxação de lucros e dividendos. Pelo texto, não haverá cobrança de IR para os rendimentos referentes a 2025 calculados em 2026.

Câmara tenta suavizar a imagem negativa depois da aprovação da PEC da Blindagem, que foi enterrada pelo Senado. Ontem, Motta disse que os projetos de agricultura familiar aprovados pelo Congresso e sancionados pelo governo mostram que o Legislativo tem sido “amigo do povo”

Mas as aprovações da PEC da Blindagem e da urgência da anistia na Câmara irritaram a população. Decisões dos deputados foram o estopim para a esquerda se mobilizar, e milhares foram às ruas. De acordo com levantamento do Cebrap e da USP, 41,8 mil participaram do ato no Rio de Janeiro e 42,4 mil em São Paulo, no mês passadoAlém das ruas, também houve pressão no Senado. No mesmo dia em que a PEC da Blindagem foi enterrada, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou um projeto muito parecido com o de Lira de forma terminativa, ou seja, permitindo que ele fosse diretamente para a Câmara. A manobra foi articulada pelo rival de Lira, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que usou da prerrogativa de presidente da comissão para executar o plano

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ULTIMAS NOTÍCIAS

PREFEITURA DE CASA NOVA PROMOVE CURSO GRATUITO DE MELIPONICULTURA PARA FORTALECER PRODUÇÃO DE MEL

A Prefeitura de Casa Nova, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, realizará nos dias 28 e 29 de julho um curso gratuito de...

FESTEJOS DE SENHORA SANTANA COMEÇAM NESTA SEXTA-FEIRA EM SANTANA DO SOBRADO

A espera acabou! Começam nesta sexta-feira (24) os Festejos de Senhora Santana, no distrito de Santana do Sobrado, em Casa Nova. A programação segue até...

JUÁ LITERÁRIA SUPERA PÚBLICO DA EDIÇÃO PASSADA EM APENAS QUATRO DIAS E MOVIMENTA QUASE R$ 3,5 MILHÕES EM VENDA DE LIVROS

O Juá Literária alcançou um marco histórico nesta quinta-feira (23). Em apenas quatro dias de programação, o festival já recebeu cerca de 80 mil...
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img