
A avaliação dos resultados exige separar indicadores que frequentemente são apresentados de maneira isolada.
A queda da inflação, por exemplo, representa uma mudança importante em relação ao cenário de 2023, mas não significa automaticamente recuperação do poder de compra. Da mesma forma, o superávit fiscal pode indicar maior controle das contas públicas, mas não responde sozinho se os serviços públicos, os investimentos e as condições de vida da população melhoraram.
Também é necessário considerar a situação herdada pelo governo, as decisões econômicas adotadas durante a gestão anterior, os custos sociais do ajuste e as condições internacionais. O objetivo desta análise é examinar os dados disponíveis até 4 de novembro de 2026, sem atribuir todos os avanços ou problemas a uma única decisão política.
1. O CENÁRIO ECONÔMICO RECEBIDO POR MILEI
Quando Milei assumiu a Presidência, a Argentina enfrentava inflação anual de 211,4% em 2023, desequilíbrios fiscais, dificuldades de financiamento, controles cambiais, reservas internacionais pressionadas e uma economia marcada por restrições à importação e perda de confiança na moeda nacional.
A situação não surgiu exclusivamente no governo anterior. O país acumulava problemas estruturais relacionados à instabilidade fiscal, à emissão monetária, à baixa disponibilidade de reservas, à desvalorização do peso e à dificuldade de manter uma trajetória econômica previsível.
A seca que atingiu o setor agropecuário em 2023 também reduziu a entrada de divisas, prejudicando exportações e arrecadação. Esse contexto limitou a capacidade de financiamento do Estado e agravou a pressão sobre o mercado cambial.
Por outro lado, reconhecer a gravidade da situação herdada não significa considerar inevitáveis todas as decisões tomadas pelo novo governo. O diagnóstico econômico pode justificar a necessidade de reformas, mas a intensidade, a velocidade e a distribuição dos custos dessas medidas continuam sujeitas à avaliação técnica.
2. INFLAÇÃO E AJUSTE FISCAL: O PRINCIPAL RESULTADO DO GOVERNO
A redução da inflação é um dos resultados mais expressivos da política econômica de Milei. O índice anual havia alcançado 211,4% em dezembro de 2023. Em 2024, caiu para 117,8%, e terminou 2025 em 31,5%.
Em setembro de 2026, a inflação mensal foi de 1,9%, enquanto a variação acumulada em 12 meses estava em aproximadamente 33,4%, segundo os dados disponíveis naquele momento.
A desaceleração representa uma mudança significativa em relação ao cenário de inflação extremamente elevada que ameaçava a economia argentina. O controle das despesas, a redução do financiamento monetário do déficit e a reorganização de preços relativos contribuíram para a mudança.
Entretanto, é necessário distinguir desinflação de redução de preços. Quando a inflação cai, os preços continuam aumentando, mas em ritmo menor. Isso não significa que os produtos tenham voltado aos valores anteriores nem que os salários tenham recuperado automaticamente o poder de compra perdido.
O ajuste fiscal também produziu resultados relevantes. Em 2024, a Administração Pública Nacional registrou superávit primário, mas ainda apresentou déficit financeiro de aproximadamente 0,2% do PIB, conforme a metodologia da Oficina de Orçamento do Congresso. Já em 2025, houve superávit primário e financeiro na Administração Pública Nacional.
Uma ressalva importante é que a qualidade e a sustentabilidade do resultado precisam ser avaliadas considerando a composição das receitas, e não apenas o saldo final.
O equilíbrio fiscal é importante para reduzir a dependência de emissão monetária e melhorar a previsibilidade econômica. Porém, um superávit obtido por meio de redução de investimentos, salários, aposentadorias, transferências e serviços públicos também pode gerar efeitos negativos sobre a atividade econômica e as condições sociais.
INDEC | Ministério da Economia | OPC
3. POBREZA: A MELHORA POSTERIOR NÃO APAGA O IMPACTO INICIAL
A pobreza é um dos indicadores mais importantes para avaliar o custo social da política econômica. No primeiro semestre de 2024, a taxa alcançou 52,9% da população, segundo o INDEC. O resultado refletiu a combinação entre inflação elevada, desvalorização cambial, perda de renda real e impacto inicial do ajuste econômico.
Posteriormente, houve recuperação. No segundo semestre de 2025, a pobreza caiu para 28,2%, uma redução expressiva em comparação com o pico registrado no primeiro semestre de 2024.
Entretanto, o dado mais recente disponível em 4 de novembro de 2026 apontava nova elevação: 32,3% no primeiro semestre de 2026. A indigência também avançou, chegando a 7,5%.
Essa trajetória impede duas interpretações simplificadoras. Não é correto afirmar que a pobreza permaneceu permanentemente no nível mais alto registrado no início do governo. Também não é correto apresentar a redução observada até o fim de 2025 como prova de que o problema foi resolvido.
A queda da inflação favorece a recuperação da renda porque reduz a velocidade de deterioração do poder de compra. Além disso, a recomposição de algumas atividades econômicas e a política de transferências sociais podem contribuir para a melhora dos indicadores.
Por outro lado, o aumento da pobreza no primeiro semestre de 2026 demonstra que a estabilização macroeconômica não garante, por si só, uma melhora contínua das condições de vida.
4. EMPRESAS FECHADAS, DEMISSÕES E CONTRAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO
A redução do número de empresas empregadoras é um dos pontos que exigem maior atenção na avaliação do governo Milei.
Dados da Superintendência de Riscos do Trabalho, compilados pelo monitor da Fundar, indicavam 480.067 empresas empregadoras registradas em julho de 2026. Em comparação com novembro de 2023, quando Milei assumiu, a redução era de aproximadamente 32.290 empregadores.
O dado representa uma retração relevante da estrutura empresarial formal. Entretanto, é necessário fazer uma distinção técnica: a redução de empregadores registrados não equivale automaticamente ao número de falências judiciais. O indicador pode refletir encerramentos, fusões, perda de empregados registrados ou outras mudanças cadastrais.
Um levantamento do Centro CEPA, com dados até junho de 2026, identificou a perda de mais de 434 mil postos de trabalho registrados em unidades produtivas desde novembro de 2023.
O impacto não foi uniforme. Comércio, construção, transporte e determinados segmentos industriais estiveram entre os setores pressionados pela queda da atividade e pela redução do consumo.
O governo pode argumentar que a correção de distorções, a redução de custos e a abertura econômica criam condições para o surgimento de empresas mais competitivas no longo prazo. Esse argumento tem fundamento em determinadas teorias econômicas, mas depende de um fator decisivo: a capacidade de a economia gerar novos investimentos, empresas e empregos em volume suficiente para compensar os postos eliminados.
Sem essa recomposição, a destruição de empresas e empregos pode comprometer a arrecadação, reduzir o consumo e prolongar a recuperação econômica.
5. EMPRESAS ESTATAIS, EFICIÊNCIA E O DEBATE SOBRE EMPRESAS-ZUMBIS
A redução do tamanho do Estado é uma das principais bandeiras econômicas de Milei. O governo defende que empresas públicas deficitárias, estruturas administrativas excessivas e atividades que poderiam ser realizadas pelo setor privado representam custos para os contribuintes e prejudicam a eficiência da economia.
Há fundamentos econômicos para questionar empresas que acumulam prejuízos, dependem continuamente de transferências do Tesouro e não apresentam resultados proporcionais aos recursos recebidos. Em determinadas circunstâncias, essas estruturas podem se aproximar do conceito de empresas-zumbis: organizações que permanecem em funcionamento por meio de apoio financeiro recorrente, sem demonstrar capacidade de sustentabilidade econômica.
Mas o conceito exige cuidado. Uma empresa estatal deficitária não é automaticamente uma empresa-zumbi. Serviços ferroviários, saneamento, energia, correios e transporte podem cumprir funções públicas que não são integralmente mensuradas pelo lucro financeiro. A avaliação precisa considerar eficiência, qualidade do serviço, cobertura, impacto social e custo fiscal.
Os números também mostram que a realidade das empresas públicas não é homogênea. Em 2025, quatro das seis empresas que estavam entre os principais alvos do programa de privatização terminaram o ano com superávit financeiro, enquanto outras duas registraram déficit.
A quantidade de trabalhadores das empresas estatais também diminuiu. O quadro passou de mais de 90 mil empregados no fim de 2023 para aproximadamente 73,2 mil ao final de 2025.
O corte de despesas pode reduzir a necessidade de transferências públicas, mas a privatização ou redução de estruturas estatais não garante automaticamente eficiência. O resultado depende da existência de concorrência, fiscalização, regras regulatórias e mecanismos que impeçam a formação de monopólios privados.
O ponto técnico central não é defender a manutenção de toda empresa pública nem considerar a privatização uma solução universal. É verificar se cada serviço pode ser prestado com menor custo, qualidade adequada e acesso garantido à população.
6. AS MEDIDAS ECONÔMICAS DE SERGIO MASSA NO ANO ELEITORAL
A análise da situação econômica recebida por Milei também precisa considerar as decisões tomadas em 2023, quando Sergio Massa ocupava o Ministério da Economia e disputava a Presidência.
Naquele período, foram anunciadas medidas de estímulo à renda e ao consumo, incluindo mudanças no Imposto de Renda, devoluções de IVA para compras de produtos essenciais e outros benefícios tributários e sociais.
Essas medidas tinham objetivos econômicos e eleitorais. Em um contexto de inflação elevada, buscavam aliviar parte da pressão sobre famílias e trabalhadores, além de estimular o consumo antes das eleições.
O custo fiscal das iniciativas foi objeto de debate. Em setembro de 2023, uma estimativa publicada pelo jornal La Nación, baseada em cálculos de economistas e especialistas tributários, apontou impacto potencial de aproximadamente 3 trilhões de pesos para o conjunto das medidas anunciadas naquele momento.
É importante não tratar essa estimativa como gasto efetivamente executado. Projeções de impacto fiscal, renúncias tributárias e despesas realizadas são conceitos diferentes.
O contraponto técnico é que políticas de estímulo podem ser justificadas em momentos de crise, mas precisam de financiamento sustentável. Quando benefícios são concedidos sem compensação fiscal adequada, podem ampliar desequilíbrios e dificultar a estabilização posterior.
Isso não significa que todas as dificuldades econômicas posteriores sejam consequência exclusiva das decisões de Massa. A crise argentina é estrutural e envolve decisões acumuladas ao longo de diferentes governos.
7. CRESCIMENTO ECONÔMICO, INVESTIMENTOS E O RIGI
A economia argentina enfrentou uma recessão em 2024, quando o PIB recuou 1,3%. Em 2025, houve crescimento de 4,4%, segundo os dados apresentados pelo Fundo Monetário Internacional.
A recuperação, porém, não foi homogênea. Setores ligados à energia, mineração e agronegócio apresentaram perspectivas mais favoráveis, enquanto atividades dependentes do consumo interno enfrentaram dificuldades.
O governo aposta na atração de capital privado, na exploração de recursos naturais e na redução de barreiras regulatórias. Um dos principais instrumentos dessa estratégia é o Regime de Incentivo para Grandes Investimentos, conhecido como RIGI.
O programa oferece benefícios fiscais, cambiais e aduaneiros a grandes projetos que atendam às condições estabelecidas pela legislação. A proposta é atrair investimentos de longo prazo, especialmente em mineração, energia, infraestrutura e setores estratégicos.
Até novembro de 2026, o acompanhamento dos projetos aprovados registrava investimentos anunciados de dezenas de bilhões de dólares e previsão de criação de empregos diretos e indiretos.
Esses valores representam investimentos aprovados ou comprometidos, e não necessariamente recursos já desembolsados ou empregos efetivamente criados. A execução depende de licenças, financiamento, infraestrutura, condições de mercado e cumprimento dos cronogramas.
O RIGI pode contribuir para ampliar a capacidade exportadora e gerar entrada de divisas, mas seus resultados precisam ser avaliados ao longo do tempo.
8. INVERNO, ENERGIA E A DEPENDÊNCIA DE IMPORTAÇÕES
A política energética é um dos pontos mais complexos da economia argentina. O país possui grandes reservas de gás natural, principalmente na formação de Vaca Muerta, mas ainda enfrenta limitações de transporte e distribuição.
Durante o inverno no hemisfério sul, entre junho e agosto, o consumo de gás aumenta em razão da demanda residencial por aquecimento e da necessidade de geração de energia elétrica. Quando a produção e a infraestrutura de transporte não conseguem atender à demanda, a Argentina precisa recorrer a importações de gás natural liquefeito e outros combustíveis.
Em janeiro de 2026, o governo anunciou um novo modelo para a importação e comercialização de GNL, transferindo ao setor privado a responsabilidade por operações que antes tinham participação direta da estatal Enarsa.
A justificativa oficial foi a necessidade de garantir o abastecimento durante os períodos de maior consumo e ampliar a participação de operadores privados.
O argumento favorável à mudança é que a concorrência pode reduzir custos e melhorar a eficiência das operações. O contraponto é que o abastecimento energético envolve segurança nacional e não pode depender exclusivamente da lógica comercial, especialmente em períodos de escassez ou preços internacionais elevados.
A infraestrutura também é determinante. A expansão dos gasodutos pode reduzir a necessidade de importações e permitir que a Argentina amplie suas exportações de energia.
Secretaria de Energia | ENARGAS | AIE
9. COPA DO MUNDO DE 2026 E OS EFEITOS ECONÔMICOS TEMPORÁRIOS
A Copa do Mundo de 2026, realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá, também integrou o contexto econômico internacional do ano.
Grandes eventos esportivos podem estimular setores específicos, como turismo, transporte aéreo, hotelaria, alimentação, publicidade e comércio de produtos relacionados ao torneio. Também podem provocar mudanças temporárias no consumo e na circulação de pessoas.
No caso argentino, os efeitos precisam ser avaliados com cautela. O país participou da competição, e a presença de torcedores e a mobilização em torno da seleção podem ter contribuído para movimentar determinados segmentos.
Entretanto, não é tecnicamente adequado atribuir mudanças relevantes no PIB argentino à Copa do Mundo sem dados específicos que demonstrem esse impacto. O torneio ocorreu fora do território argentino, e seus efeitos econômicos diretos foram mais concentrados nos países-sede.
O evento deve ser considerado um fator conjuntural, e não uma explicação estrutural para o desempenho econômico do governo Milei.
10. GUERRA ENVOLVENDO O IRÃ, PETRÓLEO E OS REFLEXOS PARA A ARGENTINA
O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, iniciado em 28 de fevereiro de 2026, acrescentou um fator de instabilidade ao mercado internacional de energia.
A região do Golfo Pérsico tem importância estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de energia do planeta. Qualquer interrupção relevante na navegação pode elevar custos de transporte, seguros e preços internacionais.
A Agência Internacional de Energia apontou que a crise no Oriente Médio provocou forte impacto no mercado global de gás natural liquefeito em 2026, com redução de carregamentos provenientes do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.
Para a Argentina, os efeitos podem ocorrer em direções diferentes.
O país possui produção crescente de petróleo e gás e pode se beneficiar de preços internacionais mais elevados quando exporta combustíveis. A entrada adicional de divisas pode favorecer a balança comercial e os investimentos no setor energético.
Por outro lado, a Argentina ainda depende de importações de combustíveis em determinados períodos, especialmente para complementar o abastecimento durante o inverno. O encarecimento do petróleo, do GNL e do transporte marítimo pode elevar os custos de importação e pressionar os preços internos.
O resultado líquido depende do volume exportado, da necessidade de importação, dos contratos de fornecimento, dos custos logísticos e da duração do conflito.
Portanto, a guerra não representa automaticamente uma vantagem ou uma desvantagem para a economia argentina. O país pode ganhar com exportações de energia e, simultaneamente, enfrentar custos maiores em combustíveis importados e insumos ligados ao petróleo.
11. EMPREGO, RESERVAS E OS LIMITES DA ESTABILIZAÇÃO
A estabilização econômica depende de mais do que reduzir a inflação e equilibrar o orçamento. A geração de empregos, a recuperação dos salários e a disponibilidade de reservas internacionais são elementos fundamentais para avaliar a sustentabilidade do programa.
No segundo trimestre de 2026, a taxa de desemprego argentina estava em 7,9%, segundo o INDEC. O indicador precisa ser analisado em conjunto com a informalidade, a participação no mercado de trabalho, a evolução dos salários reais e a quantidade de empregos formais.
A redução do desemprego, isoladamente, não significa necessariamente melhora da qualidade do trabalho. Uma economia pode apresentar ocupação crescente e, ao mesmo tempo, registrar aumento da informalidade ou expansão de atividades com remuneração insuficiente.
No campo externo, a recomposição das reservas internacionais permanece um desafio. A Argentina precisa acumular divisas para atender compromissos financeiros, sustentar a estabilidade cambial, financiar importações e reduzir sua vulnerabilidade a choques externos.
O Fundo Monetário Internacional reconheceu avanços na redução da inflação e no resultado fiscal, mas também destacou riscos relacionados à reconstrução das reservas e à necessidade de manter apoio social durante o processo de reformas.
CONCLUSÃO: RESULTADOS REAIS, CUSTOS E DESAFIOS AINDA EM ABERTO
O governo Javier Milei conseguiu promover uma mudança expressiva na trajetória da inflação argentina e avançou na reorganização das contas públicas. A queda do índice anual de preços, a recuperação do PIB em 2025 e a atração de projetos de investimento são resultados que precisam ser reconhecidos na avaliação econômica.
Ao mesmo tempo, o processo foi acompanhado por recessão em 2024, aumento expressivo da pobreza no primeiro semestre daquele ano, redução do número de empregadores registrados, perda de postos formais de trabalho e dificuldades persistentes para recompor reservas internacionais e sustentar o consumo.
Os dados de 2026 também demonstram que a melhora não ocorreu em linha reta. A pobreza voltou a subir no primeiro semestre, enquanto a inflação anual permaneceu acima do patamar registrado no encerramento de 2025.
A comparação entre os resultados positivos e negativos exige atenção à metodologia e ao período de referência. Não se deve confundir compromissos de investimento com recursos efetivamente executados, redução de empregadores com falências judiciais, superávit fiscal com melhora automática dos serviços públicos ou queda da inflação com redução do custo de vida.
Também não é adequado atribuir todos os problemas argentinos ao governo Milei, assim como não é tecnicamente correto creditar exclusivamente à atual administração todos os fatores positivos. A economia recebeu uma herança de desequilíbrios acumulados, mas as escolhas feitas desde dezembro de 2023 também precisam ser avaliadas por seus efeitos concretos.
O principal teste do programa econômico será transformar a estabilização em crescimento sustentável, com aumento da produtividade, expansão do emprego formal, recuperação da renda, investimentos efetivamente realizados e melhoria das condições de vida.
A redução do Estado e a abertura econômica podem contribuir para esse objetivo, desde que acompanhadas de instituições sólidas, concorrência, infraestrutura, proteção social eficiente e capacidade de fiscalização.

