Um Recém-nascido de apenas 23 dias, identificado como Bryan Gabriel, foi morto com 24 perfurações provocadas por arma branca em Patos, no Sertão da Paraíba.
O crime aconteceu na quarta-feira (14), no bairro Dona Milindra. A perícia médico-legal confirmou a quantidade de ferimentos, e o laudo apontou que uma das perfurações atingiu o coração da criança.
De acordo com informações divulgadas pelo Patos Online, o exame realizado pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) identificou lesões no rosto, tórax, abdômen e costas do recém-nascido. A causa da morte foi apontada como choque hemorrágico, provocado pela perda de sangue.
Os pais do bebê, ambos de 19 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Militar. Durante os interrogatórios, os dois apresentaram versões diferentes sobre as circunstâncias do crime e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelas agressões.
Segundo informações da investigação, o pai afirmou que a mãe teria atacado a criança durante uma discussão. Já a mulher apresentou uma versão diferente, alegando que o companheiro teria iniciado as agressões e forçado sua participação. Os relatos ainda precisam ser confrontados com os demais elementos reunidos pela Polícia Civil, que busca esclarecer quem desferiu os golpes e se houve participação ou omissão de cada um dos envolvidos.
Justiça decreta prisão preventiva dos pais
Na quinta-feira (15), a Justiça da Paraíba converteu as prisões em flagrante dos dois investigados em prisões preventivas, após audiência de custódia. A decisão foi proferida pela juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, que acolheu o pedido do Ministério Público da Paraíba.
Conforme informações do Patos Online, a magistrada considerou a gravidade concreta do caso, a violência dos ferimentos e a necessidade de preservar a investigação e os depoimentos das testemunhas.
A decisão também menciona relatos sobre uma possível tentativa de alterar elementos da cena do crime, além de apontar a necessidade de resguardar pessoas que possam contribuir com a apuração. Os dois permanecem presos enquanto a investigação prossegue.
Exames periciais devem auxiliar na investigação
A Polícia Civil aguarda resultados de exames complementares para esclarecer a dinâmica das agressões. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão a coleta de material biológico dos investigados, a análise de vestígios de sangue e a extração de dados dos celulares apreendidos.
Uma faca do tipo peixeira, recolhida durante a perícia, também será submetida a exames para verificar possíveis vínculos entre os vestígios encontrados e os investigados.
Casa onde o bebê morreu é invadida
Na madrugada de quinta-feira (15), menos de 24 horas após a morte da criança, a residência onde o crime aconteceu foi arrombada. O imóvel fica na Rua Francisco Germano, conhecida como Beco do Neco, no bairro Dona Milindra.
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, pessoas entraram na casa, retiraram objetos e atearam fogo aos pertences nas proximidades. Entre os itens retirados estavam uma cama e um colchão.
A Polícia Civil investiga a invasão e busca identificar os responsáveis pela retirada e destruição dos objetos. Segundo informações divulgadas pelo Jornal da Paraíba, a perícia no imóvel já havia sido realizada no dia da morte da criança, e a invasão não comprometeu os exames iniciais.
A investigação sobre a morte de Bryan Gabriel continua, e a responsabilidade individual dos pais ainda deverá ser esclarecida a partir dos depoimentos e das provas periciais.
Fontes: Jornal da Paraíba

