O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, participou neste sábado (19) de sua primeira agenda de campanha direcionada ao público evangélico. O encontro foi organizado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e reuniu cerca de 25 representantes de diferentes denominações religiosas em um hotel no Jardim Paulista, na capital paulista.
Durante a reunião, Haddad assinou uma carta de compromisso elaborada pela entidade para as eleições de 2026. O documento reúne 11 compromissos, entre eles o respeito ao resultado das eleições, à separação entre os Poderes, à liberdade religiosa e à laicidade do Estado, além do combate à intolerância religiosa e à desigualdade social.
A carta também estabelece compromissos relacionados à proteção das mulheres, incluindo ações de enfrentamento à violência doméstica, ao feminicídio, à desigualdade salarial e ao assédio.
Outro ponto previsto no documento é a proibição do uso de templos, púlpitos, liturgias e celebrações religiosas para propaganda eleitoral, pedidos de voto ou promoção de candidaturas.
A assinatura também permite que Haddad utilize durante a campanha o Selo de Apoio da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Entre as condições estabelecidas pela entidade está o apoio público à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A agenda ocorreu em um cenário de disputa pelo eleitorado evangélico, segmento no qual o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apresenta vantagem sobre Haddad, segundo pesquisas citadas na reportagem original. Haddad afirmou que o encontro não representa uma mudança na estratégia de sua campanha.
CRÍTICAS A TARCÍSIO
Após a reunião, Haddad voltou a criticar Tarcísio pela ausência em determinados debates e entrevistas durante a campanha. Segundo o petista, a estratégia do governador dificulta a comparação entre os candidatos e suas propostas.
Haddad citou como exemplo a ausência de Tarcísio no programa Roda Viva e afirmou que o eleitor deveria ter a oportunidade de confrontar as diferentes propostas apresentadas na disputa.
O candidato também respondeu a críticas de Tarcísio relacionadas ao Bolsa Família. Haddad destacou que o PT apoiou no Congresso a elevação do benefício para R$ 600 em 2022 e afirmou que o partido não questionou a medida judicialmente.
Fonte: Metrópoles

