Os cartões vinculados a criptomoedas estão ganhando espaço no Brasil como alternativa de pagamento, principalmente por oferecerem vantagens como redução de impostos e uso internacional mais barato. O modelo funciona como uma espécie de cartão híbrido, que converte ativos digitais em moeda tradicional no momento da compra.
Segundo especialistas do setor financeiro, esse tipo de produto tem crescido impulsionado pelo interesse dos consumidores em reduzir custos como o IOF em transações no exterior. A principal vantagem apontada é justamente a economia tributária, já que algumas operações podem escapar da cobrança direta desse imposto.
Além disso, algumas plataformas oferecem benefícios adicionais, como cashback e recompensas em criptoativos, o que também ajuda a impulsionar a adesão desse tipo de serviço no país.
No entanto, o avanço ainda vem acompanhado de preocupações. Um dos principais pontos de atenção é a falta de regulamentação mais clara no Brasil para empresas que operam esses cartões. Muitas delas não possuem registro formal no país, o que pode deixar o consumidor desprotegido em caso de problemas, como falência ou encerramento repentino das operações.
Outro alerta feito por especialistas é que os cartões cripto não devem ser vistos como investimento, mas apenas como meio de pagamento. Isso porque o usuário continua exposto à volatilidade das criptomoedas e às taxas cobradas pelas plataformas.
O Banco Central já avançou em discussões sobre integração de ativos digitais ao sistema financeiro, mas ainda não há uma equiparação completa na tributação e nas regras específicas para esse tipo de produto.
Apesar disso, o setor segue em expansão e é visto por analistas como parte de uma tendência global de digitalização dos meios de pagamento.
Fonte: CNN Brasil

