O estado de Goiás entrou em situação de emergência em saúde pública após o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), cenário que já resultou em 115 mortes. O decreto foi apresentado pelo secretário de Saúde, Rasível Santos, diante do crescimento dos casos e da circulação de diferentes vírus respiratórios.
Entre os agentes identificados estão adenovírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório e influenza. O rinovírus segue com alta circulação, enquanto a influenza apresenta crescimento, especialmente com a variante A H3N2, considerada mais transmissível e já registrada em municípios como Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara.
Além do avanço da doença, a capacidade de atendimento preocupa. A subsecretária de políticas e atenção à saúde, Amanda Melo, destacou que houve redução de leitos entre 2025 e 2026, com a perda de 14 unidades de UTI e 40 de enfermaria. Segundo ela, o aumento das solicitações por internação tem intensificado a pressão sobre a rede hospitalar.
Já a subsecretária de vigilância em saúde, Flúvia Amorim, reforçou as orientações à população para conter o avanço dos vírus. Entre as recomendações estão o uso de máscara por pessoas com sintomas gripais e a adoção de cuidados para evitar aglomerações, principalmente em ambientes com crianças e idosos.
Diante do cenário, o governo estadual aposta na ampliação da vacinação e em medidas emergenciais para tentar reduzir o número de casos e evitar sobrecarga ainda maior no sistema de saúde.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Goiás

