A suspensão de uma unidade frigorífica brasileira pela China acendeu um alerta no setor de proteína animal e entre autoridades do governo sobre possíveis riscos sanitários e impactos nas exportações.
A medida foi tomada após a identificação de resíduos em um lote de carne bovina exportado, o que resultou na rejeição da carga e na interrupção temporária da habilitação do estabelecimento envolvido. O caso está sob investigação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apura a origem da irregularidade e mantém diálogo com as autoridades sanitárias chinesas.
O episódio ganhou repercussão por envolver o principal destino da carne bovina brasileira no exterior. A China tem ampliado o rigor nas regras de importação, especialmente em relação ao controle de substâncias utilizadas na produção animal, o que aumenta a preocupação do setor com possíveis novas restrições.
Segundo avaliação de representantes do governo e da cadeia produtiva, situações como essa podem levar a uma leitura mais ampla por parte do mercado chinês, deixando de ser casos isolados e passando a indicar falhas sistêmicas no controle sanitário, o que poderia afetar o fluxo comercial.
Entidades do setor reforçam que o Brasil mantém um dos sistemas sanitários mais rigorosos do mundo, mas destacam a necessidade de fortalecimento da rastreabilidade e dos mecanismos de controle ao longo da cadeia produtiva para evitar novos episódios semelhantes.
Fonte: CNN Brasil

