As ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã elevaram a tensão no Oriente Médio e provocaram respostas duras de Teerã, antes de um anúncio posterior de cessar-fogo temporário entre as partes.

Trump afirmou em rede social que “uma civilização inteira morrerá” caso o Irã não aceitasse um acordo dentro de um prazo de 48 horas. O presidente também mencionou possíveis ataques contra infraestrutura estratégica iraniana, incluindo usinas, pontes e redes elétricas, o que gerou alerta internacional sobre risco de escalada militar.
Em resposta, o governo iraniano classificou as declarações como ameaças graves e acusou Washington de incitar crimes de guerra. Autoridades de Teerã afirmaram que qualquer ofensiva teria uma reação “ampla e esmagadora”, e indicaram que forças militares foram colocadas em prontidão. O país também sinalizou que poderia ampliar operações defensivas caso fosse alvo de ataques diretos.
Horas antes do fim do prazo, Trump anunciou a suspensão das ações militares e a adoção de um cessar-fogo temporário para permitir negociações. O entendimento previa interrupção de ataques e abertura de diálogo diplomático com mediação internacional.
O Irã confirmou que aceitaria a trégua desde que não houvesse novas ofensivas, mas destacou que a situação permanece instável e que as negociações ainda não representam um acordo definitivo. Após o anúncio, o governo iraniano afirmou que a pausa nas hostilidades não encerra o conflito e que continuará atento a possíveis movimentos militares.
Mesmo com o cessar-fogo, o clima segue tenso, com líderes internacionais pedindo que a trégua evolua para um acordo duradouro e evite uma escalada mais ampla no Oriente Médio.

