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DÍVIDA NO CHEQUE ESPECIAL DE EMPRESAS DE PERNAMBUCO CHEGA A R$ 1 BILHÃO E É A MAIOR EM 8 ANOS, APONTA BC

O uso do cheque especial por empresas em Pernambuco atingiu R$ 1,07 bilhão e alcançou o maior nível em mais de oito anos, de acordo com dados do Banco Central do Brasil referentes a junho de 2025. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 13,6%. A modalidade é considerada uma das mais caras do mercado e costuma ser utilizada para necessidades imediatas de caixa.

Por ser um crédito rotativo e de curto prazo, o aumento indica maior pressão sobre o capital de giro das empresas e também reflete um cenário de juros elevados, que dificulta o acesso a linhas mais baratas e prolonga o uso de soluções emergenciais.

A analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste, Jussara Marques, afirma que o cheque especial empresarial deve ser utilizado apenas em situações pontuais. Segundo ela, a ferramenta pode ajudar a cobrir descasamentos de caixa, mas não é recomendada como fonte recorrente de financiamento devido ao custo elevado em comparação com outras alternativas.

Dados do Sicredi mostram ainda que o crédito comercial em Pernambuco vem crescendo entre os associados. O saldo avançou 29,2% em um ano e chegou a R$ 331,4 milhões em 2025, demonstrando aumento na procura por financiamento e maior diversificação das modalidades utilizadas pelas empresas.

Para o CEO da SIR Investimentos, Sérgio Guedes, o planejamento financeiro é fundamental para evitar a dependência de linhas mais caras. Ele destaca a importância de criar reservas, proteger o capital, diversificar receitas e organizar investimentos como formas de manter o fluxo de caixa equilibrado e reduzir o risco de endividamento.

Segundo Jussara Marques, o acesso a linhas mais estruturadas permite maior previsibilidade financeira e melhora a gestão no médio e longo prazo. A especialista reforça que a educação financeira é essencial para avaliar custos, comparar alternativas e utilizar o crédito como instrumento de crescimento, e não como solução permanente para desequilíbrios nas contas.

Fonte: Banco Central do Brasil

Imagens: Reprodução

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