Muitas mulheres que vivem situações de violência não denunciam, e essa realidade está ligada a fatores que vão além da decisão individual. O medo de represálias, a dependência emocional e financeira, a vergonha e a falta de informação aparecem entre os principais motivos que dificultam a busca por ajuda. Diante do aumento dos casos no país, compreender essas barreiras é essencial para fortalecer estratégias de acolhimento e proteção.

O medo costuma ser o primeiro obstáculo. Em muitos casos, o agressor ameaça, intimida e cria um ambiente constante de tensão, o que dificulta o rompimento. A situação se torna ainda mais complexa quando há filhos envolvidos, já que a decisão de denunciar pode parecer ainda mais arriscada. A dependência financeira e emocional também contribui para que muitas mulheres permaneçam em relações abusivas, na expectativa de mudança ou por não se sentirem seguras para recomeçar.

Outro fator importante é a vergonha e o receio do julgamento. Muitas vítimas sentem culpa, não reconhecem a situação como violência ou desconhecem os canais de apoio disponíveis. Com isso, diversos casos permanecem invisíveis e a denúncia acaba sendo adiada até que a mulher encontre um espaço seguro para falar.

Em Petrolina, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), vinculado à Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, oferece suporte psicológico, jurídico e socioassistencial. Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, mais de 800 mulheres foram atendidas pelo serviço, que também atua em parceria com CRAS, CREAS, Patrulha da Mulher e outros órgãos da rede de proteção.
O atendimento também pode ser solicitado pelo WhatsApp Mulher, no número (87) 99165-1803, além do Plantão Mulher, que garante acolhimento emergencial e encaminhamento rápido. As iniciativas reforçam que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda e que há serviços disponíveis para apoio e proteção.
Fonte: Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome de Petrolina
Imagens: Prefeitura de Petrolina

