O governo federal decidiu reajustar o Imposto de Importação de um amplo conjunto de mercadorias, atingindo mais de 1.200 itens que fazem parte de cadeias industriais estratégicas. A medida alcança produtos como computadores, telefones celulares, servidores, roteadores, máquinas industriais e diversos componentes eletrônicos utilizados na fabricação de bens tecnológicos no país.
A alteração foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior e representa uma recomposição gradual das alíquotas, que passam a variar entre 7,2% e 25%, a depender do tipo de mercadoria. Segundo o governo, o ajuste busca reduzir distorções criadas por reduções temporárias adotadas nos últimos anos e criar um ambiente mais favorável à indústria nacional.
De acordo com a decisão, apenas produtos que possuem fabricação no Brasil ou capacidade produtiva instalada foram incluídos no aumento. Itens sem produção nacional ou considerados essenciais para determinados setores não sofreram alteração, como forma de evitar impactos imediatos sobre custos e abastecimento.
A expectativa do Executivo é que o novo patamar de tarifas estimule investimentos locais, fortaleça a produção interna e reduza a dependência de importações em segmentos considerados sensíveis. Por outro lado, representantes do setor produtivo avaliam que o reajuste pode elevar custos em cadeias que dependem de insumos importados, especialmente na área de tecnologia e bens de capital.
Fonte: O Globo

