Roque Gomes da Silva, conhecido como Roque Santeiro, referência histórica do artesanato no Vale do São Francisco, morreu neste domingo em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Reconhecido pela habilidade no trabalho manual e pela defesa da arte popular, ele construiu uma trajetória marcada pela preservação da identidade cultural ribeirinha e sertaneja, tornando-se um dos nomes mais respeitados do artesanato regional.
Natural de Afrânio (PE), Roque Santeiro ganhou projeção a partir de suas esculturas e peças artesanais, especialmente em madeira, que retratavam o cotidiano, a religiosidade e os símbolos do povo do sertão. Sua atuação ultrapassou a produção artística, sendo também um defensor da valorização dos artesãos e da comercialização justa do trabalho manual.
Ao longo dos anos, participou ativamente da Oficina do Artesão Mestre Quincas, em Petrolina, espaço coletivo que reúne artistas locais e funciona como ponto de criação, troca de saberes e resistência cultural. Sua presença no local era vista como inspiração para novos artesãos, que encontravam em Roque não apenas um mestre da técnica, mas um guardião da tradição.
A morte de Roque Santeiro gerou comoção entre artistas, produtores culturais e moradores da região, que destacam sua importância como patrimônio cultural do Vale do São Francisco. Seu legado permanece vivo nas obras espalhadas pela região e na influência deixada para futuras gerações.
Fonte: Edenevaldo Alves
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