O coronel aviador da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) Ricardo Wagner Roquetti, que comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um possível descumprimento de medida cautelar por parte do ex-assessor presidencial Filipe Martins, foi exonerado de cargo no governo federal por determinação do então presidente Jair Bolsonaro, ainda no início da gestão, em 2019.

À época, Roquetti atuava como diretor de programa na Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC), durante a gestão do então ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Sua saída ocorreu em meio a disputas internas no ministério, envolvendo servidores alinhados a grupos ideológicos próximos ao governo, o que levou à intervenção direta do Palácio do Planalto.

Anos depois, já na condição de militar da reserva, Roquetti voltou ao centro do debate político ao encaminhar uma comunicação ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relatando que seu perfil profissional havia sido acessado por uma conta atribuída a Filipe Martins. No período, o ex-assessor estava submetido a prisão domiciliar e proibido de utilizar redes sociais.
A informação foi anexada a um despacho judicial e acabou revelando a identidade do denunciante, que havia solicitado sigilo. Com base no relato, o ministro determinou a prisão preventiva de Filipe Martins, no âmbito das investigações que apuram a participação de aliados do ex-presidente em articulações contra o Estado Democrático de Direito.
Fonte: Metrópoles

