Douglas Alves da Silva, de 26 anos, acusado de atropelar e arrastar uma mulher por mais de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo, passou a responder por feminicídio consumado após a confirmação da morte da vítima. Preso desde o fim de novembro, ele permanece custodiado em um Centro de Detenção Provisória na Grande São Paulo, à disposição da Justiça.
Com a ampla repercussão do caso, a situação do acusado dentro do sistema prisional se agravou. Informações repassadas pela defesa apontam que Douglas teria sido alvo de ameaças de outros detentos, o que levou a administração da unidade a adotar medidas de segurança para preservar sua integridade física. Entre essas ações, ele teria sido mantido em isolamento de forma preventiva.
Ainda segundo a defesa, as ameaças não se restringem ao ambiente carcerário. Os pais do acusado também estariam sofrendo intimidações e ataques, principalmente por meio de mensagens e abordagens externas, motivadas pela revolta popular diante da brutalidade do crime. A família relatou temor pela própria segurança e solicitou providências às autoridades.
Diante desse cenário, os advogados de Douglas pediram à Justiça que o processo tramite em sigilo, alegando que a exposição do caso tem aumentado os riscos ao réu e a seus familiares. O pedido segue sob análise, enquanto o Ministério Público mantém a acusação de feminicídio, crime que prevê penas mais severas e julgamento pelo Tribunal do Júri.
O caso continua em andamento e segue sob acompanhamento das autoridades, tanto pelos desdobramentos criminais quanto pelas medidas de segurança adotadas em relação ao acusado e à família.
Fonte: CNN Brasil; Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

