Um casal que optou por viver isolado na região de Abruzzo, na Itália, perdeu a guarda de seus três filhos, após decisão de um tribunal de menores em L’Aquila. A família buscava uma vida autossustentável, com energia solar, água de poço, horta própria e ensino domiciliar, mantendo contato mínimo com a sociedade.
Segundo o tribunal, as condições da residência não eram adequadas para o desenvolvimento das crianças. Entre os problemas apontados estavam a falta de saneamento adequado, ausência de ensino formal, isolamento social e risco à saúde, agravado por um episódio anterior de intoxicação alimentar por consumo de cogumelos silvestres.
A decisão gerou debate público: enquanto alguns defendem o direito dos pais de escolher um estilo de vida alternativo, outros reforçam que a prioridade deve ser a segurança e o bem-estar das crianças, mesmo que isso implique separar a família temporariamente.
Fonte: Reuters

