Governo do Brasil lançou nesta segunda-feira (3/11) a campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”. O Ministério da Saúde vai investir mais R$ 183,5 milhões para ampliar o uso de novas tecnologias de controle vetorial no país e apresentou uma atualização do cenário epidemiológico. Mesmo com redução de 75% nos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024, a pasta reforça que o combate ao Aedes aegypti deve continuar em todo o país.
Mesmo com essa melhora, não podemos baixar a guarda. A dengue continua sendo a principal endemia do país e o impacto das mudanças climáticas amplia o risco de transmissão em regiões onde antes o mosquito não existia”
Alexandre Padilha, ministro da Saúde
“Mesmo com essa melhora, não podemos baixar a guarda. A dengue continua sendo a principal endemia do país e o impacto das mudanças climáticas amplia o risco de transmissão em regiões onde antes o mosquito não existia”, lembrou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Brasil registra atualmente 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, uma redução de 75% em comparação com o mesmo período de 2024. A maior concentração de casos é observada em São Paulo, que concentra 55% das ocorrências, seguido de Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%). Em relação aos óbitos, que neste ano somam 1,6 mil, houve redução de 72% em comparação a 2024.
ALERTA – De acordo com o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em 3.223 municípios entre agosto e outubro deste ano, 30% dos municípios estão em situação de alerta para dengue, chikungunya e Zika. Os estados que preveem maior incidência estão nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, especialmente em Mato Grosso do Sul, Ceará e Tocantins.
DIA D – De acordo com Padilha, o trabalho de prevenção precisa começar agora, antes do período de maior transmissão. Por isso, o Ministério da Saúde está mobilizando gestores e a população para o Dia D da Dengue, que será neste sábado, 8 de novembro, e divulgando o novo mapeamento entomológico, que identifica áreas de alerta e risco em mais de 3 mil municípios. Com o lema “Contra o mosquito, todos do mesmo lado”, a campanha mobiliza a população e os profissionais de saúde para eliminar criadouros e reforçar a responsabilidade coletiva.

