Um dia após a deflagração da Operação Publicanos, da Polícia Civil de Pernambuco, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização publicou uma portaria confirmando o afastamento cautelar, por ordem judicial, do diretor da Penitenciária Doutor Edvaldo Gomes, em Petrolina, além de cinco policiais penais investigados.
A suspensão das funções inclui o recolhimento das identidades funcionais dos investigados, além de armas e outros materiais que ainda estejam em posse deles. A portaria também determina o envio de cópia da documentação à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, que será responsável por instaurar processo administrativo disciplinar contra os policiais penais envolvido.
Entenda o caso
Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) cumpriu16 mandados de busca e apreensão domiciliar, afastamento de função e bloqueio judicial de ativos financeiros, expedidos pela Primeira Vara Criminal da Comarca de Petrolina, no Sertão, no dia 19 de agosto. O alvo foi a penitenciária Doutor Edvaldo Gomes, em Petrolina.
Segundo a nota da PCPE, a investigação foi iniciada em maio de 2024, com o objetivo de identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e introdução de aparelho celular em presídio.
Os mandados foram cumpridos por 100 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações contaram com apoio da Polícia Civil da Bahia. A operação, batizada de “Publicanos”, é comandada pela Delegacia de Crimes contra a ordem tributária (DECCOT) e pelo grupo de operações especiais (GOE).
G1 Petrolina

