InícioNotíciasProjeto contra adultização de menores nas redes sociais avança na Câmara

Projeto contra adultização de menores nas redes sociais avança na Câmara

Um projeto de lei de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já aprovado pelo Senado em dezembro de 2024, ganhou impulso decisivo na Câmara dos Deputados nesta semana. A proposta estabelece um “dever de cuidado” das plataformas digitais, obrigando-as a adotar mecanismos de proteção para crianças e adolescentes, como parte de um esforço mais amplo por direitos e segurança online

O autor e relator da proposta na Câmara, deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos-PI), corre contra o tempo para ajustar o texto. Ele trabalhou nos refinamentos da matéria ainda na noite desta segunda-feira, 11 de agosto, com o objetivo de submetê-la ao presidente Hugo Motta (Republicanos-PB)

A decisão sobre quais projetos serão incluídos na pauta deverá ser tomada ainda nesta terça-feira, 12 de agosto, em reunião de líderes. A mobilização é vista com otimismo por entidades como o Instituto Alana, que apoia a iniciativa

Lembrando: a denúncia de Felca continua ressoando

A urgência do debate na Câmara foi, em parte, impulsionada por uma polêmica recente nas redes sociais. Na quarta-feira, 6 de agosto, o influenciador conhecido como Felca (Felipe Bressanim Pereira) publicou um vídeo com quase 50 minutos de duração, intitulado “Adultização”, no qual denunciou práticas de exploração e sexualização de crianças e adolescentes por parte de outros criadores de conteúdo, destacando o caso do influenciador Hytalo Santos.

No vídeo, Felca afirma que o conteúdo de Hytalo envolvia “danças sensuais” e cenários com bebidas alcoólicas, com participação explícita de menores – características que descreveu como “nefastas” e um “circo macabro”.  A denúncia teve forte repercussão: a conta de Hytalo no Instagram foi desativada logo depois e as visualizações do vídeo ultrapassaram 26 milhões em poucos dias

Além disso, Felca se defendeu de acusações que o vinculavam ao crime de pedofilia — ações que o influenciador classificou como difamatórias — e entrou com processos contra 233 perfis na plataforma X, oferecendo um acordo em que os acusados poderiam doar R$ 250 a instituições de proteção infantil para encerrar as ações judiciais

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