As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus do núcleo crucial do caso da tentativa de golpe de Estado têm até quarta-feira para apresentar suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com a entrega das considerações, o processo entra na fase final de instrução — e poderá ser pautado para julgamento na Primeira Turma, o que deve acontecer em setembro.
Os acusados também respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.
As alegações são uma espécie de “defesa final” feita antes que o caso seja analisado.
Além de Bolsonaro, o grupo denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) é formado também pelos ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres; pelo deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); pelo ex-comandante da Marinha Almir Garnier; e pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Ramagem teve a acusação referente ao dano qualificado ao patrimônio público e à deterioração de patrimônio tombado suspensa pela Câmara, já que os fatos ocorreram após a diplomação dele como deputado.

