Petorlina viveu uma noite inesquecível na última sexta-feira (1º), com a fusão de gerações e estilos musicais que emocionou o público presente no Iate Clube. Em um espetáculo duplo, a cantora britânica-brasileira Luna Jones fez sua estreia oficial no Vale do São Francisco, enquanto a consagrada Marina Lima revisitou clássicos de sua carreira em um show envolvente e poético.
A abertura da noite ficou por conta de Luna Jones, uma das grandes apostas da cena pop experimental internacional. Com influências que transitam entre o synthpop e o indie, a artista apresentou ao público seu novo álbum, This Could Hurt, em um show vibrante, recheado de luzes, projeções e sonoridades contemporâneas. Acompanhada por uma banda composta por músicos ingleses, Luna emplacou sucessos como “Shut The Lights”, “Love Bomb”, “Soul Mother” e “Obsessed”, mostrando sintonia entre presença de palco e estética visual.
Além da apresentação eletrizante, Luna Jones aproveitou a passagem por Petrolina para gravar o seu primeiro DVD ao vivo — uma produção da Rede Você, que também realizou a cobertura oficial do evento. A escolha da cidade para registrar esse momento especial marca uma aproximação da artista com o público brasileiro e reforça a força cultural do Vale do São Francisco como palco de grandes acontecimentos musicais.
Na segunda parte do espetáculo, quem subiu ao palco foi a ícone Marina Lima. Com o show Rota 69, a artista carioca fez uma verdadeira celebração da sua trajetória, trazendo um repertório recheado de sucessos como “Me Chama”, “Mesmo Que Seja Eu”, “À Francesa” e faixas do aclamado álbum Fullgás. Marina surpreendeu ao unir música, poesia e projeções visuais. Um dos momentos mais marcantes foi a exibição do poema “Guardar”, escrito por seu irmão e parceiro de longa data, o filósofo Antônio Cícero.
Prestes a completar 70 anos, Marina Lima demonstrou fôlego, elegância e conexão com o público. A performance foi intensa, madura e sensível — reflexo de uma artista que soube se reinventar ao longo das décadas sem perder sua essência.
A noite de 1º de agosto foi mais que um encontro musical: foi um diálogo entre o novo e o consagrado, entre o pop globalizado de Luna Jones e a poesia urbana de Marina Lima. Petrolina agradece por ter sido o cenário de uma noite que ficará marcada na memória e na história cultural da cidade.

