Quando se pensa que o radicalismo político no Brasil chegou ao pico, a morte do Papa Francisco revelou que o extremismo vai além. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) chegou a usar a imagem do ministro do STF Alexandre de Moraes para fazer piada nas redes sociais: “Moraes deu 24 horas pra ser nomeado o próximo papa”. A vereadora Mariana Lescano (PP), de Porto Alegre (RS), também atacou o líder da Igreja Católica em suas redes: “Não vejo como coincidência sua morte no dia seguinte da Páscoa. Há uma limpeza espiritual acontecendo. Quem não cumpre o chamado será retirado. Deus está agindo, e tudo que é falso, com o tempo, será derrubado”. E até policiais militares do Pará também utilizaram mensagens para tripudiar da morte do Papa Francisco. Um deles escreveu: “Menos um comunista na terra”. Outro PM respondeu logo em seguida: “Já vai tarde”. Pessoas sem escrúpulos desse nível é que vêm tornando a convivência política, até entre famílias, quase que insuportável. Na política, a ideologia, as bandeiras políticas e as convicções de cada indivíduo são fundamentais para o amplo debate e para a democracia. Mas tudo com respeito mútuo. Infelizmente, o que assistimos atualmente no Brasil e em outros países é a troca de acusações e até agressões entre os seguidores da direita e da esquerda, pelo simples fato de um não concordar com o outro. Felizmente, essa não é a realidade da maioria dos brasileiros.
Fonte: Ricardo Dantas Barreto

